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Na atual sociedade pós-moderna, a população se acostumou ao hiperconsumo. Devido às avançadas técnicas de produções decorrentes da Revolução Industrial, marketing e de preços mais baixos, os consumidores puderam comprar produtos com extrema facilidade, o que os afeiçoou a consumir. A questão é: até que ponto se precisa comprar?
Em muitos casos, atraídas pelo espírito capitalista, as pessoas passam a fazer parte da massa de consumo alienado, onde a felicidade é determinada pela posse de bens. Entretanto, esta felicidade artificial é uma máscara para outros problemas. O consumo alienado degenera em consumismo, provocando um desejo nunca satisfeito, um querer nunca saciado. Daí a relação do hiperconsumismo com o endividamento das pessoas, pois se compra mais do que se necessita, consequentemente, do que se pode gastar.
O grande problema do consumismo é a perda de dimensão crítica, onde [em que] o consumidor não percebe a exploração de que é vítima e não distingue o as [as] necessidades vitais das necessidades falsas. As mercadorias são rapidamente postas “fora de mora” porque seu estilo se tornou antiquado ou porque um novo produto se mostrou “indispensável”, é por isso que a população se mostra como uma “massa de manobra” da publicidade.
Em contrapartida, o consumo consciente é a chave para o equilíbrio entre consumidor e produtor, pois, o consumo é um fenômeno do nosso tempo. É importante sabermos que tudo o que consumimos veio de algum lugar e vai para outro. Muitas vezes, o “carro do ano”, foi produzido muito rapidamente por multinacionais em linhas de produção, à custa da exploração de mão de obra barata. E mais, os dejetos de nosso consumo exacerbado vão para locais de descarte incorreto, danificando ainda mais o meio em que vivemos.
Percebe-se, portanto, que desde o início do século XX foram marcantes as mudanças ocorridas na produção, no trabalho e no consumo e, que, como conseqüência [consequência], a globalização acarretou uma série de mudanças no comportamento da sociedade. Devemos verificar, a todo o momento, em que medida essas atividades estão a serviço a serviço da humanização e da sustentabilidade do planeta e quando se desviam desses objetivos principais.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
8
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |