Felicidade e consumismo: pontos opostos
Tema: Felicidade e Sociedade de Consumo
Não se pode negar que a sociedade atual é sustentada pela falsa ideia de que o dinheiro e o consumismo trazem a plena felicidade. No entanto, a verdadeira alegria não está presa a objetos e pessoas, mas sim no âmbito interno do ser humano. Assim, é correto afirmar que a busca desenfreada por felicidade superficial, mascarada, rápida e momentânea levará o homem para o triste caminho da decadência.
Tal antítese é provocada pela mudança de mentalidade da maioria da população: as coisas externas (status, objetos, pessoas) tornaram-se mais importantes que as realizações pessoais e o bem-estar individual. Essa mudança de pensamento está vinculada à ascensão do capitalismo, que, por meio de um mercado dinâmico, criou condições favoráveis para o aumento do poder de consumo de algumas classes sociais. Além disso, os meios de comunicação e as propagandas contribuem imensamente para o aumento do consumo sem limites, uma vez que reforçam a ideologia de felicidade proveniente do materialismo.
Porém, o poder de consumo não é fator de determinação de padrões de felicidade. A alegria plena está condicionada a questões mais complexas e profundas que o fato de ter ou não dinheiro, como, por exemplo, realização de objetivos, relacionamentos saudáveis, boa qualidade de vida, saúde, entre outras. Não é a toa [à toa] que vemos muitas famílias pobres, mas também felizes, pois, aos invés de comprar felicidade, elas valorizam o que é essencial para o ser humano.
É preciso frisar que o consumismo exagerado [,] além de impossibilitar a alegria individual, impossibilita também a alegria coletiva, posto que gera problemas tanto sociais quanto ambientais. No âmbito social, destaca-se o aumento da concentração de renda, que é um produto natural do sistema consumista capitalista. No aspecto ambiental, o aumento do lixo industrial e residencial é uma consequência direta da produção e do [da] compra em grande escala.
Portanto, nota-se que, de modo geral, felicidade e consumismo são extremos opostos de uma corda. É preciso uma mudança profunda de mentalidade da população; isso pode ser feito através da conscientização geral promovida pelo governo ou entidades civis, educando melhor os consumidores e alertando-os sobre os pontos negativos do consumo exagerado.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |