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Comprar, possuir, mostrar. A sociedade atual está embasada em falsos valores. Não vivemos mais para o eu; o outro é que tem o espaço principal em tudo que fazemos. Trabalhar para adquirir coisas que os outros verão e invejarão; parecer feliz para que quem está ao redor veja, mesmo que seja artificial.
O dinheiro não trás [traz] felicidade: uma premissa que parece não ter sentido no capitalismo globalizado do século XXI. Mas será que é possível comprar tudo o que queremos? Não podemos pagar a alguém para ser nosso amigo de infância, assim como não pagamos um verdadeiro amor. As coisas mais singelas da vida, que envolvem nossos sentimentos, não estão à venda, apesar de haver muitos que acreditam nisso. Conquistar as pessoas pelo poder de consumo é ilusório, é só ler um jornal. Casos de mulheres que se casam por interesse e depois assassinam seus maridos ricos e falsos amigos que fazem sociedade comercial para depois roubar o sócio não são raros.
O ato de consumir não está atrelado à felicidade em si, mas ao teatro dela. O melhor exemplo disso são as propagandas, principalmente as de margarina: uma família tomando café da manhã reunida, num dia ensolarado, todos sorridentes e companheiros. É tudo falsidade. As pessoas trabalham sem cessar, resultando em insônias, estresse e dores corporais, ou seja, para conseguir dinheiro e comprar. Elas compram e depois? Nada acontece e a vontade de atingir o ideal de felicidade transmitido pela mídia se torna mais forte, repetindo o ciclo.
A ideologia do consumismo foi criada pelas empresas, que querem vender. É ela que move a economia, já que embrutece os seres humanos, que se tornam máquinas de trabalho e consumo. Comprar cada vez mais afasta o objetivo inicial. A humanidade precisa de libertar das garras do capitalismo para enxergar a verdade felicidade, que não envolve bens matérias [materiais], mas sim as pessoas que as fazem se sentir bem.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |