Caminho errado
Tema: Felicidade e Sociedade de Consumo
A Constituição da Mandioca, de 1824, previa o direito de votar e ser eleito apenas aos que posuíssem patrimônio em sacas de mandioca. No século XXI, a relação bens materias e vida social se encontra bem mais abalada. As pessoas, hoje, buscam no consumo a fuga dos problemas e uma felicidade utópica. Dessa forma, é preciso mudar os valores e curar a miopia dos que vêem [veem] o consumo como forma de felicidade.
Antes de mais nada, cabe ressaltar o esquecimento dos valores humanos. Atualmente, as pessoas se decepicionam [decepcionam] cada vez mais com seus relacionamentos socias [sociais]. Isso se deve ao fato de, quase todos os vículos serem criados embasados numa lógica de dar e receber, muito utilizada no meio do consumo. Assim, já se olha o indivíduo como uma mercadoria, visando o [ao] que ele pode oferecer.
Outro fator determinante, tem sido a influência do capitalismo na vida social. Nesse sistema político, onde a lógica é o lucro, a sociedade é estimulada a consumir exacerbadamente. Torna-se muito difícil não associar os bens materiais a felicidade, quando a propaganda capitalista mostra a todo momento a alegria, a despreocupação e o bem-estar que as pessoas consumistas possuem.
Por último, vale analisar a questão da falta de instrução. O poder que a propaganda exerce sobre as pessoas é muito grande, e esse fato deveria ser usado a favor da sociedade. Campanhas como o Teleton e o Criança Esperança deram muito certo, mas uma campanha que desassociasse o consumo a felicidade, esbarraria mais uma vez na lógica do mercado. Fica a critério dos órgãos governamentais estabeler um limite entre o lucro e a vida dos cidadãos, que os escolheram para ser a sua voz.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de mostrar as pessoas que o consumo e a felicidade devem andar em caminhos diferentes. O primeiro não vai trazer mais do que um bem-estar momenâneo, que não pode ser confundido com felicidade. O governo, e as própias pessoas deveriam de auto-reeducar [se reeducarem] , para que o consumo deixe de ser visto, erroneamente, como caminho para a felicidade.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |