Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
O século vinte foi marcado por duas grandes guerras mundiais que trouxeram terror e espanto para todo o mundo. O motivo de ambas fora [foi] o mesmo: a busca por mecanismos e condições que conseguissem sustentar a indústria do consumo que crescia a todo vapor. E hoje, já consolidada, continua apresentando suas mazelas à sociedade, seja na forma de violência urbana ou na desvalorização do ser humano.
Paralela ao crescimento da sociedade de consumo está a propaganda, presente hoje em todos os meios de comunicação. Sua estratégia tem sido transformar os produtos em sinônimos de emoções e sentimentos humanos. Vimos isto nos anúncios da Coca Cola, em que ao consumi-la, estamos abrindo a felicidade, nas famílias alegres e sorridentes dos comerciais de margarina, nas amizades geradas ao comer um hambúrguer etc. Todavia, esses sentimentos são muito mais antigos que produtos ou propagandas e independem deles. Isso porque provêm de nós, não de coisas.
Não distante dessa realidade, a violência vem crescendo vertiginosamente nos centros urbanos, com roubos à[a] lojas, assaltos a bancos, sequestros etc. Esses crimes são praticados por pessoas que arriscam a própria vida e a alheia para obterem aquilo que desejam. Afinal, a propaganda está todo tempo nos oferecendo “emoções” e “prazeres”, e aqueles que não conseguem comprá-los, vítimas da natureza exclusória do capitalismo, acabam cometendo esses delitos.
Na Grécia antiga, os epicuristas viviam de forma simples: moravam em jardins e se alimentavam de pão e frutas porque acreditavam que os bens materiais eram empecilhos para a felicidade completa. Creio que não devemos ser extremistas a esse ponto, porém devemos saber que nenhum produto ou marca satisfará nossos desejos psicológicos ou espirituais. “Devemos amar as pessoas e usar as coisas. Nunca o contrário.”
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
8
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |