A indústria da felicidade

Tema: Felicidade e Sociedade de Consumo

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 06/09/2012
Nota tradicional: 8
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O século vinte foi marcado por duas grandes guerras mundiais que trouxeram terror e espanto para todo o mundo. O motivo de ambas fora [foi] o mesmo: a busca por mecanismos e condições que conseguissem sustentar a indústria do consumo que crescia a todo vapor. E hoje, já consolidada, continua apresentando suas mazelas à sociedade, seja na forma de violência urbana ou na desvalorização do ser humano.
Paralela ao crescimento da sociedade de consumo está a propaganda, presente hoje em todos os meios de comunicação. Sua estratégia tem sido transformar os produtos em sinônimos de emoções e sentimentos humanos. Vimos isto nos anúncios da Coca Cola, em que ao consumi-la, estamos abrindo a felicidade, nas famílias alegres e sorridentes dos comerciais de margarina, nas amizades geradas ao comer um hambúrguer etc. Todavia, esses sentimentos são muito mais antigos que produtos ou propagandas e independem deles. Isso porque provêm de nós, não de coisas.
Não distante dessa realidade, a violência vem crescendo vertiginosamente nos centros urbanos, com roubos à[a] lojas, assaltos a bancos, sequestros etc. Esses crimes são praticados por pessoas que arriscam a própria vida e a alheia para obterem aquilo que desejam. Afinal, a propaganda está todo tempo nos oferecendo “emoções” e “prazeres”, e aqueles que não conseguem comprá-los, vítimas da natureza exclusória do capitalismo, acabam cometendo esses delitos.
Na Grécia antiga, os epicuristas viviam de forma simples: moravam em jardins e se alimentavam de pão e frutas porque acreditavam que os bens materiais eram empecilhos para a felicidade completa. Creio que não devemos ser extremistas a esse ponto, porém devemos saber que nenhum produto ou marca satisfará nossos desejos psicológicos ou espirituais. “Devemos amar as pessoas e usar as coisas. Nunca o contrário.”

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos