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Durante a guerra-fria [Guerra Fria,] havia uma concorrência entre duas tendências econômicas e de governo:capitalismo e socialismo.Do lado deste,a igualdade era sinônimo de bem estar [bem-estar];já daquele,o consumo equivalia-se à felicidade. Nos anos 1990,a bancarrota soviética permitiu o monopólio do capital e, por conseguinte, da maneira norte-americana de ser feliz:comprando.
No entanto,os donos dos meios de produção necessitavam reaver os investimentos de “guerra” e, para isso, aumentaram o preço da felicidade.Nesse momento,ficou evidente que o progresso e a qualidade de vida de antes era apenas estratégia para acabar com “perigo vermelho”.A tecnologia espacial - que se mostrara útil nos bens de consumo-,na prática, distanciou ainda mais a população da “felicidade capitalista”, pois aumentou a velocidade de obsolescência dos produtos.Hoje,o prazer dura apenas até um “novo lançamento”.
O filósofo Aristóteles defende ser a felicidade o único fim em si. Adepta a essa teoria,a sociedade tornou o consumo seu “fim” e o dinheiro seu “meio”.Para isso, intensificou-se a jornada de trabalho e foram sendo suprimidas as formas mais triviais de bem estar [bem-estar], tais quais:estar com a família e amigos,ler um bom livro e praticar o ócio.
O sorriso inesperado e natural deu lugar às gargalhadas efêmeras e oportunas.O aumento vertiginoso das vendas de livros de autoajuda e de “tarjas pretas”,no entanto, denunciam o perigo da “monetarização” da felicidade.O crescente número de suicídios e doenças psíquicas mostrou que a espécie humana corre risco de não sobreviver à essa [a essa] “seleção social”.
Para que isso mude é preciso,portanto,retirar a felicidade das prateleiras e torná-la um direito democrático, um bem universal.É mister que a autoestima permeie a mente humana a fim de se permitir a expressão das causas individuais de prazer que,muitas vezes, perdem-se por apelos publicitários.É fundamental também,a [também a] retomada do lema árcade “carpe diem” e gozar a vida, curta demais para ser entregue ao ágil e instável mercado financeiro.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
9
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |