Simples Mercadorias
Tema: Felicidade e Sociedade de Consumo
Desde o inicio [início] da Revolução Industrial, o valor de uma sociedade passou a ser medido pelo seu acumulo [acúmulo] de riquezas. Os europeus colonizaram os demais continentes impondo o seu ponto de vista como o mais correto, denegrindo as demais formas de existência. Um pensamento, quando é demasiadamente propagado, começa a ser visto como verdadeiro, e assim o capitalismo surge como algo mais do que um simples sistema econômico.
Carros, casas, viagens, roupas, eletrônicos; tudo isso passaram a serem [passou a ser] verdadeiros objetivos de vidas [vida] para alguns. Os homens dedicam à vida a adquiri-los, na maioria das vezes por via de empregos que não lhe agradam. Aristóteles, em seu livro Ética a Nicômaco, afirmava que toda a ação visava a algum bem, e que o maior de todos os bens é a felicidade, bens intermediários serviriam apenas como degraus para atingi-la. A riqueza seria, para ele, um desses bens intermediários. O grande problema da sociedade atual esta [está] em achar que a riqueza é sinônimo de felicidade.
Vivemos em um mundo cada vez mais dinâmico, onde a tecnologia esta [está] cada vez mais avançada, criando novos e melhorados produtos em uma velocidade surpreendente. Essa rapidez, que deveria ser uma característica positiva, se mostra [mostra-se] extremamente cruel para com as pessoas e com a natureza. Um produto que deveria durar anos se torna [anos, torna-se] descartável em poucos meses, sendo logo substituído por um novo modelo. Quem paga o preço mais alto é o meio ambiente, que esta cada vez mais pressionado entre a demanda de matéria prima [matéria-prima] para novos produtos e o descarte de produtos considerados velhos.
A sociedade de consumo atual tornou tudo passageiro, descartável. Chegamos ao ponto de avaliar as pessoas como mercadorias, sendo que é dado mais valor para o formato de seu corpo do que pelo o que ela traz na cabeça. Criamos uma realidade incompatível com a felicidade, pois o corpo perfeito de hoje vai envelhecer, e essa pessoa vai ser descartada, como um produto que saiu de moda.
A alienação capitalista tornou as pessoas extremamente dependentes do consumo. As pessoas viraram escravas de seus desejos, e enquanto derem mais valor ao dinheiro do que a elas mesmas, a felicidade continuara [continuará] sendo apenas uma meta, nunca uma realização.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |