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Vivemos em uma sociedade imediatista, onde as pessoas procuram minimizar suas angústias e frustrações com o consumismo. Produtos e serviços se tornaram tão importantes como a saúde, a família e a satisfação interna. Assim, busca-se o consumo desenfreado para camuflar a ausência de valores primordiais para uma vida saudável.
Consumo e consumismo são palavras parecidas, porém apresentam sentidos diferentes, já que o consumo é necessário a qualquer ser humano, pois precisamos consumir mercadorias necessárias à nossa existência. O consumismo começa quando passamos a adquirir produtos supérfluos, que com a mesma rapidez e impulso que foram adquiridos são descartados.
O consumismo ganhou impulso com o forte apelo publicitário, pois somos tentados a todo instante a consumir, seja assistindo a um filme, navegando pela internet ou até mesmo num passeio pelas ruas. Assim, o ato de consumir em excesso é forçado diariamente na população, onde [em que] aquele cidadão que apresenta vazios existenciais acaba cedendo ao apelo publicitário e adentra o universo consumista, tornando-se mais um na multidão de consumistas existentes nos dias de hoje.
Assim, os reféns do consumismo nos passam a sensação que [de que] o dinheiro compra tudo, a cidadania, a identidade e até mesmo a felicidade de um indivíduo. O valor do ser humano passa a ser reduzido ao seu poder de compra. Porém, os consumistas compulsivos sofrem de um grande mal: a falta de valores existenciais e a ausência de um ideal de felicidade, pois ao se deixarem tomar pelo impulso do consumismo mostram que não dominam seus sentimentos e acabam descarregando essa infelicidade no ato de consumir em excesso.
Nesse contexto, o consumismo surgiu como um mecanismo de defesa, onde [em que] a aquisição de produtos e serviços é sinônimo de realização pessoal. Precisamos reconhecer que valores considerados ultrapassados, como a família e a dignidade, precisam voltar a ganhar destaque em nossas vidas. Para que isso ocorra [ocorra, ] precisamos criar internamente métodos que trabalhem positivamente sentimentos destrutivos, como a angústia e a tristeza. Assim, poderemos alterar os padrões atuais de consumo, onde [nos quais] o consumismo tornou-se sinônimo de felicidade e satisfação pessoal.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
2.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
8.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |