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Abster-se de sua atividade profissional em troca de benefícios é uma prática que testemunhamos fartamente: policiais, caminhoneiros, médicos e qualquer outra classe operária insatisfeita paralisa suas atividades e reivindica melhorias. Contudo, a população fica refém dos grevistas que estão empenhados em causa própria.
A greve, apesar de ser uma movimento histórico com raízes bem antigas, continua sendo praticada atualmente e o número de adeptos aumenta cada vez mais, pois percebe-se que a paralisação de trabalho é um recurso bastante eficaz à disposição dos trabalhadores para obter determinada reivindicação. No entanto, embora seja uma prática legítima, a greve invariavelmente vitimiza pessoas que deveriam ser atendidas pelos grevistas, e salvo exceções, não contribui para melhorar a sociedade. Além do mais, há casos em que algumas vítimas pagam com a própria vida, haja vista o que ocorreu, recentemente, na greve da policia militar na Bahia.
Sendo assim, os professores estão apenas tentando melhorar sua situação financeira e profissional, clamando por melhorias como aumento salarial, plano de carreira entre outros benefícios. A concessão de tais reivindicações não significa um avanço na educação pública, representa apenas uma vitória dos professores universitários, visto que as instituições públicas de ensino continuarão inalteradas, permanecerão com a mesma filosofia de ensino, infraestrutura precária, professores sem dedicação exclusiva que devido à baixa remuneração são obrigados a lecionar em várias escolas, atingindo uma carga horário exaustiva. Em muitos casos a situação é absurdamente inaceitável, haja vista o que está acontecendo atualmente no estado do Rio de Janeiro: devido à expansão no número de vagas nas universidades federais, graças ao Reuni, há muitos alunos estudando em contêiner. Portanto, em hipótese alguma a greve dos professores contribuirá para o avanço da educação pública.
Dado os fatos expostos, percebe-se que a força da greve é inegável, entretanto mostra-se incapaz de contribuir para o bem-estar social.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
2.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
8.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |