VITÓRIA DE TODOS

Tema: Greve nas universidades: mobilização em prol da educação pública?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 13/08/2012
Nota tradicional: 8.5
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No Brasil, desde sempre, a educação, além de seus eternos dilemas e problemas, é um tema recorrente, quando não oriundo dos próprios profissionais da área, por políticos, principalmente em períodos eleitorais. Qualquer candidato que se preze deve se preocupar com a valorização do docente, melhor qualidade no ensino, maior investimento e todos os clichês que circundam este assunto. Porém, através dos anos, inúmeras tentativas de melhorar este quadro se mostraram pouco efetivas, no entanto, o interesse de ver uma melhora nessa situação continua existindo, colocando em comunhão tanto professores quanto estudantes, levando estes a desenvolver um senso crítico da realidade trabalhista e a aprender maneiras de contornar algumas mazelas da vida rotineira.

Desde a primeira grande greve de trabalhadores realizada em São Paulo, em 1917, que todas são reprimidas por interesses de patrões e do governo. Sempre foi uma preocupação estatal o controle de sindicatos, ideia originária do fascismo italiano. Ao longo dos anos, esse movimento operário ganhou outras cores, com a inserção de questões sociais, que também passaram a entrar na pauta das reivindicações. Neste sentido, os franceses, desde sua Primavera dos Povos e o amálgama entre o bruto labor diário e a racionalização da realidade através da ótica socialista, propiciaram a todos os trabalhadores do mundo uma sustentação para argumentar, posicionar-se e buscar a defesa de seus interesses. No Brasil, uma batalha sindical no ABC paulista, que começara como uma luta por melhores condições de trabalho, transmudou-se também para questões sociais e políticas, levando um de seus líderes, um metalúrgico, a ser o primeiro presidente do país não pertencente à elite acadêmica; ou seja, aquele movimento trouxe frutos.

Urge uma necessidade de melhora no ensino público. Se ele vai se iniciar nas universidades públicas, não importa, desde que seus ganhos também alcancem o ensino básico público, pois, já passou da hora de alunos dessas instituições poderem ter um ensino de alta qualidade e poder concorrer em igualdade de condições com o ensino privado nos vestibulares das Universidade públicas, ou, que seja, para que possam ter uma vida mais rica e não ficar dependendo de ser carregados nos braços pelo governo através de políticas afirmativas, mas que possam caminhar pelas próprias pernas.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 2.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos