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A greve não é a melhor solução na busca por melhores condições de trabalho e educação de qualidade. Devido à má gestão de recursos públicos e cortes de gastos, o governo federal nem sempre tem condições de atender às reivindicações dos grevistas. Diante disso, a privatização das universidades e as parcerias destas com empresas privadas fazem-se necessárias para melhorar a educação do ensino superior, ao passo que o governo priorizaria os recursos da educação somente nos ensinos fundamental e médio.
Para acabar com as constantes greves, que, além de serem burocráticas, atrasam o ano letivo dos alunos, faz-se necessário privatizar as universidades. Privatizando-as, pode-se aumentar os salários dos professores – atualmente, os professores de faculdades particulares ganham mais que os de universidades públicas, segundo o jornal Folha de São Paulo. Valorizando esses profissionais e melhorando suas condições de trabalho, eles estarão mais capacitados para ensinar e formar bons alunos para o mercado de trabalho.
Além da privatização, as parcerias com empresas privadas são uma boa aposta na melhoria da infra-estrutura [infraestrutura] dos campus. Na Coreia do Sul, por exemplo, a Samsung investe muito dinheiro nas universidades locais construindo centros de pesquisas para formar engenheiros especializados na produção de telas de televisão. Ao final da graduação, vários profissionais já saem recrutados dessas universidades pela empresa coreana. Adaptado às peculiaridades brasileiras, é possível esse tipo de parceria no nosso país.
Para fazer sua parte, o governo federal continuaria investindo na educação, tendo, como foco, os ensinos fundamental e médio. Segundo a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – e ainda tomando como referência a Coreia do Sul, este país apresentava índices de analfabetismo comparáveis aos do Brasil na mesma época. Diante dessa situação, o governo coreano passou a investir maciçamente na educação – cerca de 7% do Produto Interno Bruto. O resultado disso é que a Coreia do Sul, hoje, praticamente erradicou o analfabetismo, colocou mais de 80% dos jovens nas universidades e elevou seus índices socioeconômicos, levando-a ao status de país desenvolvido.
Portanto, as privatizações e parcerias com empresas privadas evidenciam ser as melhores saídas para se ter um ensino superior de melhor qualidade, valorizando os professores e preparando melhor os futuros formandos, além de o investimento público nos ensinos fundamental e médio ser fundamental para preparar o ingresso dos jovens às universidades. Se o Brasil adotasse os mesmos exemplos do país asiático, não haveria motivos para se fazer greve na educação pública.