Afastando a ignorância
Tema: Greve nas universidades: mobilização em prol da educação pública?
Não é novidade que há um descaso com a educação pública brasileira. Seja na pré-escola ou nas universidades, as condições de trabalho e os salários que os docentes são obrigados a enfrentar desmotivam qualquer um. Apesar disso, nenhuma providência é tomada pelo governo, fazendo com que as vítimas apelem a atitudes agressivas para alcançar suas reivindicações.
Embora seja a sétima economia mundial, o Brasil não se enquadra nem nos cinquenta primeiros países em qualidade de educação. Ora, se dinheiro não é o que falta, qual é o maior empecilho para alterar esse quadro vergonhoso? Educação de qualidade para todos gera igualdade, ao dar condições para todos obterem bons empregos, e [empregos e] mentes mais racionais, que refletem sobre o mundo em que vivem. Ora, para a elite política e econômica do país, é péssimo reverter a situação atual de desigualdade. Quem não tem acesso a informações e é ignorante não enxerga a injustiça que o acomete e não exige seus direitos. Assim, para os poderosos se manterem no poder, em vez de investir no futuro dos cidadãos brasileiros, fornecem cestas básicas, que além de garantir votos, deixa-os mais confortáveis nos seus postos, sem precisar atender as angustias [angústias] da população.
Os professores, pessoas esclarecidas que vivenciam diariamente a falta de investimentos no ensino público, com a perspectiva de pressionarem o governo a mudar de atitude, aderem às greves. Elas são os mecanismos que restam aos mestres do Brasil para melhorar a educação em longo prazo. Se num primeiro momento elas apenas prejudicam os estudantes, é para no futuro beneficiá-los. O poder público, ao constatar que toda a população se revolta com a paralisação das aulas, se encontra [encontra-se] impelido a aceitar as medidas exigidas pelos professores.
A educação brasileira precisa mudar. Um país como esse, que é cada vez mais importante em âmbito global, não pode mais configurar entre aqueles com o pior ensino. Os professores, ao paralisarem as universidades, só estão buscando isso, para melhorar a vida de todos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |