Tema: Greve nas universidades: mobilização em prol da educação pública?
Num país como o Brasil,onde existem inúmeros problemas relacionados a [à] educação,a greve nas universidades federais tem chamado a atenção das autoridades políticas e da sociedade como um todo.Se,por um lado,muitos estudantes reclamam que o movimento grevista está prejudicando as atividades e o andamento dos cursos;por outro,há professores e uma grande parcela de alunos que defendem a greve como o direito de lutar por melhores salários para os docentes e uma educação pública de qualidade.
Ao longo da história,o Brasil sempre ocupou os piores índices referentes a [à] educação,sendo a mobilização atualmente em curso,uma forma de pressionar o governo para mudar essa realidade.Universidades sem infraestrutura adequada,planos de carreira aquém da capacitação e importância dos professores e,no caso da Bahia,também dos servidores,que estão paralisados,e falta de incentivos a projetos no âmbito acadêmico são só alguns exemplos que revelam as deficiências no sistema de ensino superior público,que deveria ser de excelência e atingir a todos que se esforçaram para garantir uma vaga nessas instituições,mas acabam sendo esquecidos no plano político.
Diante de um cenário como esse,atitudes individualistas devem ser repensadas e a mobilização coletiva em prol de melhorias deve ser uma prioridade.Aqueles que enxergam a greve como um empecilho para o andamento dos semestres deixam de perceber que tal luta é uma forma de exigir do governo que os atuais estudantes e seus filhos e netos possam frequentar instituições federais que explorem todas as capacidades de seus alunos e lhes ofereçam mais bibliotecas,restaurantes universitários,laboratórios e professores remunerados de forma adequada.
Sendo assim, pode-se dizer que o movimento grevista nas universidades tem um grande papel na luta por uma educação pública de qualidade.O investimento do governo no ensino superior gratuito é algo emergencial,e [emergencial e] chamar a atenção das autoridades dessa forma parece ser uma das últimas alternativas para melhorar nossos índices educacionais e formar profissionais que se orgulhem de ter estudado em universidades públicas,sendo,acima de tudo, cidadãos críticos e atentos aos protestos de melhoria social no país.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |