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É sabido que a educação pública brasileira enfrenta uma deficiência crônica.Falta ensino de qualidade,investimentos na parte infraestrutural das escolas e valorização da classe docente.Assim sendo,é possível que além desse descaso das autoridades competentes para com a educação pública,a situação no sistema educacional brasileiro tenda a piorar mais ainda com a paralisação dos docentes nas universidades federais,visto que os únicos lesados é [são] a classe estudantil.
É bem verdade que para a classe docente recorrer a uma greve é sinal que as necessidades desta não estão sendo atendidas.Logo,os grevistas reivindicam a reestruturação da carreira e melhorias salariais.Contudo,esse movimento grevista nada tem a ver com mobilização em prol da melhoria da educação pública, e sim com as necessidades de uma categoria profissional que não está sendo valorizada e reconhecida.Por conseguinte,a greve nas universidades federais pode não ser a única alternativa para mudar a trágica realidade do ensino público no Brasil.
Em contraposição a esse movimento grevista que já dura mais de dois meses,nas universidades federais,é notório que em muitas regiões da Europa,os trabalhadores também organizaram-se para lutar por melhores condições de trabalho.Em vista disso,os empregados das fábricas formaram as TRADE UNIONS(espécie de sindicatos) com o objetivo de reivindicar melhores salários e mudanças nas condições do ambiente de trabalho.Seguindo as ideologias anarquistas e socialistas,surgiram outros movimentos de ação reivindicatória,como o Ludismo e o Cartismo.
Percebemos,portanto, que para sanar e reverter a atual situação da educação pública brasileira não é necessário uma paralisação dos docentes,mas sim maior empenho e responsabilidade do governo,objetivando a oferta de investimentos para o ensino público.Porém,o governo não está propondo soluções efetivas,ao contrário,propõe medidas paliativas.O sistema de cotas raciais,por exemplo,intenta reparar a deficiência crônica existente nos ensinos fundamental e médio da rede pública,pode ser visto como uma dessas ações paliativas.Então,para acabar com as desigualdades sociais no Brasil,principalmente no setor educacional é imprescindível que a atenção do poder público volte-se para a educação pública.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
2.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
9
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |