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Quando um grupo de trabalhadores decide parar, de maneira organizada, suas atividades, é configurada uma greve. Seu objetivo é pressionar o patronato ou governo a atender dadas reivindicações. Nesse momento, esse processo se dá no setor educacional, onde [em que] todas as categorias do ensino superior - como técnicos e professores - federal paralisaram suas atividades. Para que se entenda o motivo disto, é necessária uma retrospectiva.
Faz tempo que o Estado brasileiro deixou de dar a importância devida a [à] educação. Durante os últimos anos, mesmo com a chegada de um sociólogo e um operário ao governo, o quadro se manteve - piorando até em alguns aspectos. Não apenas o setor continua subfinanciado, girando em torno de 5% a sua verba, mas ele também perdeu recursos para a iniciativa privada; a exemplo dos programas PROUNI e REUNI, em que são formadas vagas através de isenções fiscais, para [fiscais para] alunos de baixa renda poderem cursar universidades particulares - grande parte de qualidade duvidosa.
Em um contexto desses, adicionando a quebra do acordo firmado em 2011 pelo governo, as universidades federais entraram em greve. Qual sua meta? Restruturar o ensino superior. Para que isso ocorra, é necessário que se destine 10% desde já do PIB para a educação. Esse dinheiro devera [deverá] ser revertido - no caso do ensino superior - para a recuperação da docência, da infraestrutura e da expansão das vagas da universidade. Desse fim que sai, por exemplo, reivindicações como criação de um plano de carreiras, aumento dos salários, jornada semanal de 20 horas, etc. [horas etc.].
Ora, medidas como essas somente beneficiarão a educação pública. Mesmo que, no curto prazo, sacrifícios tenham que ser feitos - como a paralisação do ano letivo -, haverá no longo prazo mais professores e alunos trabalhando em um ambiente adequado; [adequado,] onde não sejam dadas aulas, como já ocorre, em galpões. Enfim, a educação melhorará.
Portanto, é evidente que as greves lutam pela educação pública, já que demandam um tratamento digno ao ensino superior e a educação como um todo - afinal os 10% também compreenderiam os demais níveis. Cabe apenas ao Estado cumprir seus deveres constitucionais e ao governo, suas [governo suas] promessas de campanha.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |