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A educação pública brasileira nos últimos anos sofreu um processo de sucateamento devido ao pensamento neoliberal dos governos em que é necessário favorecer o capital privado em detrimento de um ensino público de qualidade. Assim, houve uma explosão de escolas particulares de todos os níveis no país porque o governo já não via a educação como uma prioridade. Diante desse quadro, o movimento grevista mostra-se como a única forma de reverter essa situação, pois sem luta não há mudança.
Mesmo o sistema de educação brasileira ser considerado falho, este possui centros de excelência que fogem a regra, que são os casos das universidades e dos institutos, em sua maioria, federais. Temos a USP, universidade pública do Estado de São Paulo, entre as melhores universidades do mundo, a UERJ possui a melhor escola de Desenho Industrial da América Latina, a UFRJ está entre as melhores do nosso continente, etc [continente etc]. E são justamente essas exceções que estão paradas reivindicando melhorias, porque para continuarem sendo instituições de excelência e não serem sucateadas como as outras, são necessários investimentos públicos.
A cota nas universidades é outro exemplo que só reforça a inferioridade do ensino público em relação ao privado. Elas devem ser vistas como medidas de curto prazo, pois a solução efetiva é a reforma na educação em todos os níveis. Porém [vírgula] o governo não tem mostrado pressa quanto a esta questão. Prova disso foi o prazo dado de dez anos para que a educação receba 10% do PIB, conquista que só foi possível graças aos movimentos grevistas que aconteceram em todo país. E para que mais mudanças ocorram, é necessário não somente universidades, mas que todo o corpo discente e docente do ensino público se una a essa luta, para que as conquistas sejam para todos. Porque um país sem educação é um país sem futuro!