A GREVE DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS E A EDUCAÇÃO PÚBLICA
Tema: Greve nas universidades: mobilização em prol da educação pública?
A greve das Universidades Públicas neste ano de 2012 não pode ser entendida como uma mobilização ampla, consciente e comprometida com a qualidade da educação pública no Brasil. É apenas mais uma chaga do modelo de educação sucateador e demagogo que nos é imposto.
A greve é um movimento legítimo e indica a insatisfação de uma categoria de trabalhadores. Intima à negociação e será tão mais eficaz quanto maior for a capacidade de mobilização dos insatisfeitos ou quanto mais for imprescindível ou importante a atividade interrompida. Daí a ineficácia desta greve que compromete gravemente a qualidade de ensino dos atuais universitários [vírgula] mas não leva a população à mobilização, não reflete negativamente na popularidade da governante e corrobora o [com o] modelo de esvaziamento do ensino superior público, já que bolsas e créditos enriquecem as Universidades particulares.
Estamos falando de um movimento sindical mal estruturado, com reivindicações pontuais, desvinculadas da qualidade de ensino e basicamente salariais – vide as recentes barganhas por benefícios financeiros. A política do Governo Dilma, e do Governo anterior que também era do PT, consiste em práticas populistas, assistencialistas e obviamente incoerentes com o discurso de outrora, em que a classe trabalhadora se fiou. Ignorando com refinada classe os grevistas, suas reivindicações e a realidade que os envolve, segue recorrendo ao Judiciário e embaraçando o movimento em minúcias legais. Outro mecanismo desarticulador tem sido segmentar as reivindicações - professores e administrativos negociam separadamente, numa clássica aplicação da máxima “dividir para dominar”.
Sem qualidade na educação pública fundamental, sem compromisso com o Ensino Médio e sucateando as Universidades Públicas o painel da educação pública no Brasil é desolador.
O exercício do direito de greve é um bom indicativo de quão democrática é uma nação. Servidores e professores das Universidades Públicas brasileiras estão sendo categoricamente ignorados ou manipulados pelos governos do PT. E a causa da educação pública, sobretudo no ensino superior, corre à margem deste movimento.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |