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A greve é uma realidade que se faz presente há algum tempo em nosso meio e a cada dia toma maior proporção tanto em termos de tempo de duração, quanto a respeito das consequências irreparáveis geradas na vida do aluno. Um exemplo disso é a atual paralisação dos docentes nas universidades federais do país. No entanto, é uma medida necessária, pois já dizia Martin Luther King [King:] "A greve, no fundo, é a linguagem dos que não são ouvidos".
Nesse sentido, percebe-se um grande descaso das autoridades com relação ao atraso salarial, ou mesmo, abaixo do piso (salário mínimo estipulado pelo sindicato) proposto. Atrelado a essas irregularidades, o precário investimento no ensino público do país, além da desvalorização desses profissionais por parte da própria sociedade, faz com que a situação torne-se cada vez mais alarmante. Sendo assim, é justificável a reivindicação por mudanças e melhorias em prol da classe docente. Porque da forma convencional, por vezes, sofrem oposição desfavorável as exigências propostas.
Ao mesmo tempo, o que não pode ocorrer é a utilização desse instrumento por motivos insignificantes ou irrelevantes. É bem certo que deve ser usado em último dos casos, ou seja, quando não houver outra maneira de resolver o impasse. Lamentavelmente, com isso, quem é afetado são os estudantes, devido à desestruturação no calendário do ano letivo, ocasionando atrasos e sendo necessária a reposição das aulas - isso, quando efetivadas, visto que, muitas vezes, não são repostas - gerando insatisfação e desmotivação dos universitários.
Dessa forma, é necessário um bom senso por parte dos grevistas na hora de estabelecer uma paralisação repentina das funções a serem desempenhadas. Somado a isso, um investimento do governo em detrimento de uma melhor educação e a valorização dessa profissão tão importante em todos os setores da sociedade. A fim [sociedade a fim de] de haver uma perpetuação estável, ou mesmo, equilibrada, livre de greves. Pois se assim não o for, elas prosseguirão acontecendo, uma vez que os ouvidos, ainda, continuarão "fechados".
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
2.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
9
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |