As intensões por trás do programa de cotas raciais
Tema: Cotas Raciais
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em estabelecer cerca de 50% das vagas das universidades para cotas raciais despertou novamente a polêmica sobre o assunto. Analisando as propostas do programa, a intensão parece ser boa, porém sua aplicação deixa dúvidas.
Inicialmente é discutível o próprio nome “cotas raciais” que, nas últimas décadas, a palavra “raça” foi criticada por grupos sociais alegando não haver diferença entre os indivíduos e, portanto, seria um termo pejorativo, mudando o este [este termo] para “etnia”. Agora, com o programa de cotas [vírgula] essa ideia reverteu sendo raça algo existente e que deve ser declarado.
As universidades são instituições de ensino que oferece [oferecem] educação superior aos alunos. O vestibular adotado tem o caráter de seleção dos candidatos melhor capacitados a fim de oferecer-lhes progressão social e sucesso profissional. Isso eleva a qualidade do ensino das universidades. Com a adoção do programa de cotas [vírgula] estas instituições receberão também alunos de escolas públicas que não estão aptos para receber o ensino superior, uma vez que não são reprovados no ensino básico e apresentam defasagem do nível escolar, piorando, talvez, a qualidade delas.
O programa de cotas organizado pelo governo representa medidas paliativas que tentam pagar a dívida histórica brasileira em que negros foram usados como mão-de-obra escrava nos latifúndios. Analisando os fatos [vírgula] pode-se dizer que o governo está desfrutando deste contexto para acobertar o verdadeiro problema que leva os negros a não terem condições de ingressar numa universidade: a desigualdade social – problema ainda não solucionado no Brasil.
Em suma, o programa de cotas estimula a segregação social tanto que apenas alguns grupos sociais irão usufruir do programa, levando outros a cederem sua vaga conquistada com mérito para estes cotistas. Se o governo quisesse mesmo solucionar este problema de discriminação social e corrigir a história colonial, ele estaria se dedicando ao progresso econômico e a melhorias do ensino educacional básico para estes indivíduos, capacitando-os para o desafio do vestibular.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |