As intensões por trás do programa de cotas raciais

Tema: Cotas Raciais

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 12/07/2012
Nota tradicional: 7.5
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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em estabelecer cerca de 50% das vagas das universidades para cotas raciais despertou novamente a polêmica sobre o assunto. Analisando as propostas do programa, a intensão parece ser boa, porém sua aplicação deixa dúvidas.

Inicialmente é discutível o próprio nome “cotas raciais” que, nas últimas décadas, a palavra “raça” foi criticada por grupos sociais alegando não haver diferença entre os indivíduos e, portanto, seria um termo pejorativo, mudando o este [este termo] para “etnia”. Agora, com o programa de cotas [vírgula] essa ideia reverteu sendo raça algo existente e que deve ser declarado.

As universidades são instituições de ensino que oferece [oferecem] educação superior aos alunos. O vestibular adotado tem o caráter de seleção dos candidatos melhor capacitados a fim de oferecer-lhes progressão social e sucesso profissional. Isso eleva a qualidade do ensino das universidades. Com a adoção do programa de cotas  [vírgula] estas instituições receberão também alunos de escolas públicas que não estão aptos para receber o ensino superior, uma vez que não são reprovados no ensino básico e apresentam defasagem do nível escolar, piorando, talvez, a qualidade delas.


O programa de cotas organizado pelo governo representa medidas paliativas que tentam pagar a dívida histórica brasileira em que negros foram usados como mão-de-obra escrava nos latifúndios. Analisando os fatos  [vírgula] pode-se dizer que o governo está desfrutando deste contexto para acobertar o verdadeiro problema que leva os negros a não terem condições de ingressar numa universidade: a desigualdade social – problema ainda não solucionado no Brasil.


Em suma, o programa de cotas estimula a segregação social tanto que apenas alguns grupos sociais irão usufruir do programa, levando outros a cederem sua vaga conquistada com mérito para estes cotistas. Se o governo quisesse mesmo solucionar este problema de discriminação social e corrigir a história colonial, ele estaria se dedicando ao progresso econômico e a melhorias do ensino educacional básico para estes indivíduos, capacitando-os para o desafio do vestibular.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 7.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos