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Os defensores da segregação de direitos raciais desprezam a igualdade humana trazida pelo iluminismo. Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos e sustentam a tese da desigualdade: Se os homens não são iguais, não devem receber coisas iguais.
Vivemos, com [Vivemos com] leis que faziam discriminações pela cor, origem, religião e cultura. Porém, sob a influência iluminista do século 18, desde a primeira Constituição do Brasil, de 1824, a igualdade tem sido declarada e reiterada nas cartas, mas, o Brasil poderia tranquilamente orgulhar-se de exibir cotas e outras políticas de ação afirmativa como um produto genuinamente nacional.
A mistura de genes de três povos fundadores da nação: o nativo, o europeu e o africano, edificando no Brasil um ser miscigenado com caráter de ser nacional. “Era a negação do decantado encontro de raças e do ser racial. O ser nacional é mutável, conforme suas circunstâncias. O ser racial fica submetido a uma prisão”.
Com pesquisas que revelavam que para o norte-americano o que importava era a raça (origem), enquanto para o brasileiro era a cor (marca), razão pela qual não tivemos ódios raciais, embora tenhamos as discriminações de cor e com isso uma pesquisava [pesquisa] afirmou que 63% dos afro-brasileiros são contra a segregação de direitos raciais. Política racial, mesmo de boa-fé, é terapia estatal para uma doença inexistente: não temos identidade racial, mas [vírgula] por outro lado [vírgula] as escolas superiores de Agricultura e Veterinária, mantidos pela União, reservarão, anualmente, de preferência, de 50% de suas vagas a candidatos agricultores ou filhos destes, proprietários ou não de terras, que residam com suas famílias na zona rural.
O filósofo espanhol nos diz da responsabilidade da atual geração entregar à futura um ambiente social melhor do que o recebido. A nossa geração recebeu uma sociedade sem direitos e sem ódios raciais.Com [Como] vamos entregá-la?E com isso fica uma duvida [dúvida] que terá muitas concluções diferentes.