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Acima de toda esta polêmica envolvendo as políticas de ações afirmativas ,há um princípio neste país que não podemos ignorar:todos somos iguais perante a lei,digno das mesmas oportunidades,seja branco,negro ou índio.Porém,a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legitimidade das cotas raciais em universidades públicas federais flexibiliza esse princípio,um dos grandes objetivos da Revolução Francesa.Nesse contexto,pergunta-se:o sistema de cotas raciais atenuará as desigualdades sociais ou consolidará a tese racista de classificação racial?
É possível observarmos que as políticas de ações afirmativas tem [têm] o propósito de ‘‘compensar’’ crueldades históricas praticadas pelo Brasil escravocrata,e [sem vírgula] amenizar as desigualdades sociais,econômicas e educacionais entre raças.Entretanto,isso não passa de utopia que intenta reparar a deficiência crônica existente nos ensinos fundamental e médio da rede pública, e [que] impede alunos destas de ingressar pela porta da frente do ensino superior.
As cotas raciais incentivarão o racismo latente na sociedade brasileira,fortalecendo assim a tese racista de classificação racial.Sucede que, o governo [sem vírgula] optou por uma medida paliativa que não resolverá a referida deficiência crônica que existe no ensino público brasileiro,e sim,protelará.Logo, à medida que o governo beneficiar uns em detrimento de outros, as desigualdades socioeconômicas entre negros e brancos persistirão e aumentarão cada vez mais no meio social.
Mediante o exposto supracitado,o acesso ao ensino superior nada tem a ver com cor,raça ou etnia.O que deve determinar ou não a entrada na universidade é simplesmente o mérito e esforço do estudante.No entanto,para que isso aconteça é imprescindível ensino público qualificado,decente e digno.Por conseguinte,alunos da rede pública ingressarão pela porta da frente do ensino superior e não pela porta dos fundos.