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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre cotas raciais em universidades federais é polêmica, não só por gerar um descontentamento com jovens brancos que lutam pelo ingresso nessas universidades, mas também, pela [sem vírgula] tese racista de classificação entre raças. Diante desse pressuposto, é oportuno destacar os motivos pelos quais justificam o desprezo pela decisão do STF.
O ingresso em universidades federais esta [está] cada vez mais disputado, o ENEM recebe inscrições de mais de seis milhões de pessoas, incluindo negros, brancos, católicos, evangélicos e muitos outros. A reserva de vagas para negros gerou um descontentamento entre jovens brancos, que dedicam muito tempo para garantir uma vaga em universidades pagas pelo governo. Numa sociedade que defende igualdade social e racial não devia disponibilizar notas mais baixas para negros do que para brancos ingressar no ensino superior, uma vez que, está [sem vírgula] automaticamente desprezando a capacidade do negro em relação ao restante da população.
Sabe-se que o negro já sofreu muitas injustiças, principalmente no período de escravidão, e pode-se afirmar que há muitas barreiras para acabar com o preconceito de algumas pessoas, porém, a cota racial não é a maneira correta para a igualdade social, devia existir cota para pessoas de baixa renda, não para raças diferentes. Há tantos jovens que não possuem dinheiro para fazer um curso pré-vestibular ou há tantos outros que precisam trabalhar e não possuem tempo para estudar que sonham em entrar no ensino superior. As cotas para negros são injustas com os demais.
Para acabar com as desigualdades precisa-se rever alguns conceitos, principalmente na questão de cotas raciais, uma possível solução para justiça e para acabar com essa desigualdade que só leva a regressão da sociedade é a criação de uma cota para pessoas pobres, que não possuem dinheiro para ingressar em uma universidade privada.