Desviando o foco.
Tema: Cotas Raciais
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em aprovar cotas raciais nas universidades públicas tem por objetivo diminuir a desigualdade entre brancos e negros, tendo em vista os prejuízos sociais e econômicos que estes últimos sofreram resultantes de décadas de escravidão. Porém, a medida mais atrapalha do que ajuda no processo de inclusão social do país.
Ao facilitar o ingresso de estudantes em universidades publicas[públicas], tendo por critério a cor da pele,o STF estabelece mais um barreira entre as várias etnias que formam o Brasil. É o mesmo que dizer que negros e pardos não são capazes [vírgula] quando na verdade a incapacidade esta [está] dentro do sistema de ensino básico que não prepara, definitivamente, ninguém para enfrentar uma prova como a da FUVEST [vírgula] por exemplo.
As cotas viabilizam o acesso ao ensino superior de uma parcela pequena e restrita da população e que não corresponde com a realidade do país. O problema é mais profundo. Se olharmos para dentro das universidades públicas hoje [vírgula] veremos que a maioria dos estudantes que lá estão foram sustentados por ótimas escolas particulares ou por caríssimos cursinhos pré-vestibulares que garantiram seu acesso aos portões da faculdade. Não se trata de uma disputa entre negros e brancos, a verdadeira batalha se dá entre pobres e ricos.
O Estado escolheu o caminho mais fácil ao permitir a legalização das cotas raciais, pois assim maquiou o real problema que aflige o nosso Brasil: a péssima qualidade de ensino básico que não cumpre seu papel de formar estudantes capacitados. E não será criando subterfúgios frágeis e pouco condizentes à realidade que conseguirá reaver os prejuízos causados durante o Brasil Colônia. Ora, não sou sociólogo ou um intelectual especialista nestes assuntos, mas não vejo muita sabedoria ao acreditar que para curar as injustiças sociais que decorrem de desigualdades históricas a melhor opção seja criar outros mecanismo de distinção entre os estudantes universitários.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |