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Cotas raciais podem ser definidas como um tratamento diferenciado dado a um grupo étnico - ou raça – considerado vulnerável. No momento em que elas começaram a ser implantadas no Brasil, a polêmica foi levantada; afinal, trata-se de um tema complexo e delicado.
Entre aqueles que se opõem à ela, encontra-se o argumento de que as cotas raciais seriam uma espécie de racismo às avessas. Quem afirma isso desconhece a definição de racismo. Este [Essa] é uma prática que necessariamente coloca um grupo como superior a outro - a exemplo da ''raça ariana'' do nazismo. Ora, se as cotas pretendem igualar o acesso dos negros ao dos brancos - sem, pois, promover a superioridade daquele sobre este - às universidades, então não há racismo.
Outra faceta deste tipo de argumento parte da idéia [ideia] de que se estaria inferiorizando a capacidade nata dos negros no vestibular frente a dos brancos. Outro engano. As cotas são oferecidas a aqueles porque, historicamente, eles tendem a possuir menos acesso aos direitos humanos - como educação e saúde - e, pois, enfrentam maiores dificuldades no processo seletivo, de modo a justificar uma avaliação diferenciada - já dizia Rui Barbosa que, para atingir a justiça, deve-se ''tratar desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades''.
Quantos aos efeitos que exerce sobre a sociedade é notório que as cotas reduzam a desigualdade, já que possibilitam a inclusão de um segmento há muito excluído da universidade; [universidade.] Contudo, essa prática também apresenta falhas: por exemplo, quando um negro com boa formação e condições financeiras é selecionado no lugar de um branco pobre e, pois, com menos oportunidades.
Enfim, as cotas raciais enfrentam de fato o problema da desigualdade; [desigualdades, contudo] contudo, faltam aperfeiçoamentos em sua aplicação, de modo que casos como o já citado não produzam, mesmo que sem intenção, mais injustiça.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
8
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |