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Surgida durante as origens da formação brasileira, as desigualdades raciais sempre foram um assunto que gerou bastante polêmica. É um problema iniciado a partir da época em que o colonizador europeu introduziu negros, na lavoura canavieira, para realizarem trabalhos escravos.
Seja em todos os níveis escolares, na conquista de uma oportunidade no mercado de trabalho, na busca de um relacionamento afetivo, enfim, em qualquer ramo do relacionamento social é perceptível a desigualdade racial como uma barreira à plena unificação de povos no Brasil. Raros são os negros que ocupam posições de destaque em nosso cenário, como escritores, atores, cantores, políticos, etc.
Quem de nós, nunca [nós nunca] sentiu uma certa diferença durante a lida com um negro, por exemplo? Até hoje, a grande maioria deles ocupam uma posição de inferioridade, se comparados ao restante de nossa população, apesar de algumas medidas que já foram implantadas com a finalidade de diminuir essas diferenças.
E por falar em medidas tomadas, uma que sempre gerou e talvez sempre gerará discussões é a inclusão de cotas raciais. Ela é uma das formas que alguns países implementaram para tentar reduzir a desigualdade social, econômica e educacional vigente entre populações compostas por diferentes raças.
À primeira vista [vírgula] é uma ferramenta que aparentemente resolve alguns tipos de problema, como o pouco acesso a instituições de nível superior, mas por outro lado, cria ainda mais desigualdades, uma vez que aqueles que são beneficiados são vistos e tratados por alguns com mais receio (se as instituições precisam oferecer-lhes formas diferenciadas de acesso a determinadas coisas é porque realmente eles são diferentes de nós e não têm capacidade própria de batalhar e conseguir).
Apesar de algumas correntes brasileiras justificarem que essas cotas aumentarão a quantidade de outras etnias nas instituições de ensino superior (onde a maioria branca é esmagadora) e futuramente poderão auxiliar na construção de idéias na solução dos problemas da sociedade, é preciso que o governo planeje, invista e faça mais por essa causa, buscando medidas mais eficazes que realmente possam equacionar esse problema e não apenas mascará-lo, como simplesmente fornecer acesso a faculdades, achando que essa será a solução.