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Muito se vinha discutindo sobre a legitimidade das cotas raciais nas universidades brasileiras e, recentemente, o Supremo Tribunal Federal efetivou essa lei, tornando-a constitucional, alegando como motivo principal o processo social e histórico de sofrimento em que passaram as pessoas de raça negra, reafirmando ainda mais a tese racista de classificação entre raças.
Razão que não convence a muitos. Se os negros foram tão massacrados historicamente, porque rebaixar ainda mais esse tipo de raça? Por que eles mesmos não podem competir de igual para igual com as outras raças para uma vaga na universidade? Perguntas como essas se tornaram cada vez mais frequente após a efetivação da lei das cotas pelo STF e inúmeros debates surgiram em contraponto da efetivação dessa lei.
Desse modo, é evidente que devemos reconhecer os terríveis acontecimentos em que passaram os negros, mas essas medidas - pouco efetivas- de incentivo para amenizar o racismo, só fizeram engrandecer ainda mais essa prática, passando a imagem de que todo negro que não tem potencial educacional, nem nunca iria [nunca irá] conseguir uma vaga na universidade pública competindo igualmente com as outras pessoas.
Ao invés de criarem leis pouco efetivas como as leis de cotas, o governo brasileiro poderia muito bem priorizar e aumentar os investimentos em educação para [vírgula] assim, tornar igualitária a todos a concorrência de uma vaga da universidade. Por fim das contas, o governo mostrou-se apenas interessado em passar uma imagem boa para todos, criando leis desnecessárias que priorizem minorias.