Universidade para todos
Tema: Cotas Raciais
A estrutura social brasileira atual alude ao período da história do Brasil em que este era colônia de Portugal e a mão-de-obra escrava utilizada era composta por índios e negros; [negros,] ambos sem perspectiva de futuro. Nos dias de hoje, mesmo após a abolição da escravatura, estes povos, em sua maioria, são marginalizados e possuem mínimas oportunidades de ascensão social. Diante deste quadro, o Estado brasileiro implanta no país o sistema de cotas para beneficiar os estudantes de descendência negra e índia [indigena] entrarem em universidades e compensar os anos de exploração vividos por eles.
No âmbito Biológico [biológico], o conceito de raça para seres humanos está defasado, mas no âmbito Sociológico [sociológico,] ainda persistem movimentos racistas que se agravaram com a legalização das cotas raciais nas universidades brasileiras. Perante um país miscigenado, não há como dizer se uma pessoa é negra ao olhar simplesmente a cor da sua pele. Os critérios utilizados pelas faculdades para esta definição de cor é a autodeterminação do vestibulando, o que acentua a injustiça provocada aos demais candidatos às vagas.
Na verdade, não é a cor da pele que limita o egresso de estudantes no ensino superior no Brasil, é a renda. Sendo assim, o benefício da reserva de vagas deveria ser dado somente aos alunos das escolas públicas, por tempo determinado.
Portanto, o governo ao implantar a política de cotas raciais só reafirma o preconceito inerente à nossa sociedade e não extingue as discrepâncias sociais, pois elas resultam do histórico de má administração governamental e não do histórico de escravidão. Para que haja equilíbrio racial nos diversos setores sociais, têm [tem] que haver investimento federal em saneamento básico, educação e saúde. Assim, poderá formar cidadãos com as mesmas condições para lutar pelas oportunidades da vida.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |