Bombom envenenado
Tema: Cotas Raciais
No Brasil, a escravidão que acabou no século XIX ainda deixa marcas fortes na organização social do país, visto que a abolição da escravatura assinada pela princesa Isabel Cristina não alterou substancialmente em nada a vida dos escravos que continuaram ainda segregados a situações de sub-humanas [situações sub-humanas] sem ter direito a vários serviços essenciais, como educação, saúde [saúde,] entre outros.
A proclamação da república que ocorreu um ano após abolição [após a abolição] da escravidão, trouxe [escravidão trouxe] poucas ou quase nenhuma mudança na vida da população negra. As mudanças que ocorreram na educação, como por exemplo, a laicização do ensino [ensino,] entre outras, não derrubaram as barreiras que impediam o acesso a [à] educação dos ex-escravos e seus filhos. O estado brasileiro não se importava muito com o destino dessa massa que agora serviria especialmente para trabalhar na indústria que começava a surgir.
Atualmente [Atualmente,] a inserção dos afrodescendentes nos espaços educacionais é permeada por questões que envolvem o “débito” cuja [de uma] sociedade que tanto massacrou esta raça e, portanto [portanto,] deveria cobrir as maléficas consequências [consequências,] facilitando a entrada dos negros nas universidades, através de cotas e ações afirmativas.
Como se sabe, o problema na educação no Brasil não é recente nem pequeno. A educação primária, o ensino fundamental e médio sofre com falta de professores, a falta de infraestrutura [infraestrutura,] entre outras devassagens. Esta base que deveria ser reestruturada, uma vez que o individuo que adentra na universidade pública através de cotas, chega [cotas chega] com pouco conhecimento arrecadado em seu ensino secundário.
Corrigir os erros históricos é uma boa saída para aqueles que não estão interessados em realizar mudanças necessárias não só aos negros, mas a todos aqueles que sofrem com a péssima educação brasileira. Dar cotas é somente mais um bombom envenenado, alguns poucos provarão do doce de adentrar a universidade pública, contudo a maioria da população prova o amargo veneno que é não ter acesso à educação de qualidade.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 6 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |