Cotas Raciais: a retratação do Estado
Tema: Cotas Raciais
Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em estabelecer a legalidade das cotas raciais em universidade públicas, um debate sobre a efetividade dessa medida vem sendo travado entre aqueles que defendem tal politica [política] e os que são contra. Uma vez determinada a legalidade desse processo [processo,] debate-se agora se as cotas raciais ajudarão a diminuir discrepância [ a diminuir a discrepância] social que existe nas universidades brasileiras.
Nas instituições de ensino [ensino,]o número de afrodescendentes é gritantemente menor que o de brancos. De acordo com a Universidade de Brasília [Brasília,] entre todos os seus alunos matriculados apenas 2% são negros, levando em conta que a população negra e parda corresponde 50,7% da população brasileira (Censo 2010) [(Censo 2010),] percebemos nitidamente o contorno dessa desigualdade.
Essa desigualdade é reflexo da herança maldita deixada pela escravidão que até poucos séculos vigorava no Brasil. Mesmo libertos [libertos,] os negros não possuíam as condições necessárias para prosperar em meio a esta [essa]“liberdade”, afinal, ainda se mantinham dependentes dos seus antigos donos e o acesso a [à] educação era nulo. Daí a importância das cotas: aliviar séculos de injustiça e violência contra os escravos e seus descendentes. Sabemos que a ascensão social esta [está] intimamente ligada ao nível de conhecimento de um indivíduo, ao possibilitar que essa parcela negra da população tenha acesso a este [esse] conhecimento todo o país ganha, pois aumentará sua população economicamente ativa, permitirá uma maior pluralidade das suas ideias e terá mais e melhores profissionais especialistas ( pesquisas revelam que os cotistas apresentam melhor desempenho acadêmico e os níveis de evasão escolar são baixos quando comparados com um “não-cotista [ não cotista] ”).
Em síntese, a adoção de politicas de ação afirmativa através das cotas raciais não resolvem [resolve] a desigualdade histórica à qual sofreu e sobre o negro no Brasil [trecho mal articulado], mas é a forma encontrada, a [em] curto prazo, de gerar mudanças neste quatro social cuja alteração alavancará um melhor desenvolvimento para o Brasil. Monteiro Lobato certa vez escreveu: “ Uma país de faz com homens e livros”. Ora, aqui estão os homens, onde estão os livros?
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |