Direção a seguir
Tema: Guerra no Trânsito: O que fazer diante dessa triste realidade?
O trânsito é um problema visto de perto por boa parte dos brasileiros. O caos é completo. E é de vital importância que se investigue as causas e os reponsáveis por isso, pois é entendendo essas causas que soluções poderão ser encontradas. Entretando, também é necessário compreender que atribuir culpa à [a] pessoas ou instituições traduz uma visão limitada e ineficaz em relação à própria busca das mesmas. Deve-se entender este como um problema de todos, da sociedade como um todo - até porque todos são afligidos por ele.
Seja o poder executivo quando deixa de punir, ou mesmo uma pessoa comum que não faz nada para impedir seus amigos de sairem [saírem] dirigindo bêbados de uma determinada festa. É inadmissível a atitude “não posso fazer nada” que muitos cidadãos usam quando indagados sobre o que fazem para reverter este quadro.
São atitudes simples como usar cintos de segurança ou respeitar o limite de velocidade que, aos poucos, transformará essa realidade. Porém, as mudanças não acontecem sem um impulso, sem algo que as forcem a acontecer; e mesmo na presença deste, ainda há uma espera inevitável, já que elas não ocorrem da noite para o dia.
E até lá, o quê? Ficar de braços cruzados enquanto milhões de pessoas morrem? Não. O que se pode fazer tem um nome: conscientização. O poder individual que cada cidadão tem, expresso em influenciar, difundir ideias, informações e novos conceitos é muito maior do que se pode imaginar, e é através desses pequenos atos que as grandes transformações começam. Porém, essa conscientização da população só é possível a partir do investimento em educação, de um ponto de vista não só acadêmico mas principalmente de formação moral em nossas escolas. E esse investimento, por sua vez, só acontece se políticos honestos e comprometidos forem levados ao poder, o que também depende do grau de educação e conscientização da população.
Assim o problema -não só este como muitos outros- se fecha em um ciclo contínuo que paresse irremediável. Exatamento como Émille Durkheim disse: “Nosso egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade”.
E que elemento seria capaz de interromeper esse ciclo? Quebrando essa corrente constante que parece se perpetualizar?Ações; se cada um entender de uma vez por todas que não importa se elas parecem grandiosas ou insignificantes, contanto que sejam postas em prática, terão efeitos inimagináveis para a sociedade.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |