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Há um bom tempo no Brasil, os acidentes de trânsito tornaram-se coisa do nosso cotidiano. Em todos os meios de comunicação, são divulgadas diariamente, as mais impressionantes notícias que tem por assunto esse problema tão desafiador de nossa atualidade. Mas, aquilo que realmente devia ser discutido é onde está o problema e o que fazer para corrigi-lo.
Analisando-se dados estatísticos, por exemplo, vê-se que vem crescendo enormemente o número de acidentes envolvendo motociclistas. Facilidade de aquisição, fiscalização deficiente e rapidez no aprendizado da pilotagem são só algumas das peculiaridades que permitem o inchaço no trânsito desse meio de transporte ora benéfico, ora maléfico.
Há quem diga que os condutores de outras categorias detestem os motociclistas, seja pelas mais variadas características: dificuldade de visibilidade, manobras desrespeitosas, pilotagem fora do local determinado, etc. Em contrapartida, há os defensores dos que andam sobre duas rodas, que os consideram prejudicados pelos veículos maiores, responsáveis pela massacrante quantidade de acidentes causados.
Nesse mundo globalizado, em que ninguém quer perder um segundo sequer, de nada adianta melhorar os instrumentos disponibilizados para assegurar corretamente o tráfego se as pessoas não tiverem razoabilidade no uso dos veículos. Não são os órgãos de trânsito os responsáveis pela enorme desordem verificada e sim os condutores, que cada vez mais não parecem entender a finalidade benéfica para a qual aquele sistema de transporte um dia fora construído.
É preciso investir mais em educação no trânsito, não apenas na fase em que todos já são condutores, mas que esse assunto seja explorado também durante toda a infância e adolescência, tornando-se até obrigatório em matéria escolar. Só assim, poderemos ter a certeza de que estaremos colaborando para que no futuro, motociclistas e os demais trafegantes possam viver em harmonia no mesmo espaço, desfrutando da utilidade que o transporte particular oferece.