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O trânsito brasileiro, desde a década de cinquenta, com o surgimento dos carros populares, vem se consolidando como uma epidemia que mata, a cada ano, cerca de quarenta e duas mil pessoas. As consequencias [consequências] são notórias, desde famílias má estruturadas pela falta do "ente querido", a um significativo desfalque populacional no país. As causas, por outro lado, apresentam-se como ilimitadas.
Ressalta-se, de início, que tal problema não se dá apenas por uma falha na educação no trânsito propriamente dita, e sim no método educacional em geral. Imagina-se, por exemplo, o caminhar do dia a dia da população. Pessoas compromissadas que usam do seu porte físico para fazer uma caminhada rápida que acompanhe o passar do tempo, supermercados lotados, cujo caótico movimento de “carrinhos” acompanhado de pessoas usando celulares torna-se uma confusao [confusão] em que os pequenos veiculos [veículos] se colidem constantemente. Esse é o cotidiano contemporâneo, que, ao permitir relacionar tais pessoas aos volantes de carros em avenidas movimentadas, não poderia ter resultado mais assustador que dezenas de acidentes. Perceber, porém, uma possível falha no Código de Transito Brasileiro, é inevitável. Criado em 1998, esse sistema se consolidou como promissor nos primeiros anos. Como a maioria dos projetos constitucionais brasileiros, no entanto, a corrupção tomou conta da ação e viu na criação de lombadas, radares e sistemas de ajuda ao motorista, [sem vírgula] uma possível brexa [brecha] para um enriquecimento pessoal dos governantes.
Alia-se a esse cotidiano agitado e ao jogo de interesses comuns por trás de medidas governamentais, a ação de jovens no trânsito. Tal faixa etária, por apresentar uma personalidade em transição, cujas características se limitam a impulsividade, espírito competitivo e desafio ao perigo, caracteriza-se por ser a que mais vítimas gera nos acidentes automobilísticos. Tiago Ferrari, escritor do livro “poemas de bar”, em um de seus contos, enfatiza o constante uso de álcool por jovens: “ Começam contando piadas, até que se afogam num copo de cerveja e terminam, quase sempre, mortos pela imprudência.” Tais acidentes, por mais tristes que sejam, apenas mostram a necessidade de uma autoafirmação no âmbito social pelos jovens, uma infantilidade reinante e um desprezo com a vida adulta.
Como qualquer epidemia, portanto, tal problema exige medidas fortes na educacao. Não apenas para melhorar o sistema educacional de trânsito, mas também na educação em geral, que apresente ao ser humano a precisão de saber dirigir com habilidade não apenas um automóvel, mas também a própria vida – a qual nescessita mais que um volante, um cérebro.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
9
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |