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O crescimento populacional aliado ao advento da globalização, tornou o homem um ser dependente de seu veículo. Logo, a necessidade de se locomover promoveu o inchaço populacional nas ruas e vias públicas, o que, ao lado de uma série de fatores, culminou com o atual trânsito caótico.
O descaso governamental é evidente, pois ruas com buracos, falta de sinalizações e de fiscalizações é algo comum na vida dos motoristas, que assim como os pedestres, estão sujeitos à [a] atos de negligencia [negligência]. Além disso, o ensinamento das autoescolas se limita a regras e normas para conduzir um veículo, não estabelecendo parâmetros comportamentais que as pessoas devem adotar, devido a [à] interdependência existente entre elas.
Por outro lado, a educação para o trânsito deve priorizar as futuras gerações, atingindo as escolas e universidades, pois a educação formal influencia no tráfego de veículos. Na Europa, os países nórdicos (Finlândia, Noruega e Suécia), que detém [detêm] os melhores índices educacionais, apresentam o trânsito mais estável.
Além disso, a violência entre os motoristas brasileiros é agravada pelo aumento da frota de veículos nas ruas, que em dez anos chegou a cerca de 119%, e esse número só tende a crescer. Com isso, os investimentos nos transportes públicos são necessários, o que não é visto no país, se compararmos os veículos coletivos com os pontuais ônibus londrinos.
Não obstante, é importante incentivar outros meios de transporte, como em Paris, onde a prefeitura disponibilizou várias bicicletas para a população.
Portanto, é necessário uma ação conjunta entre o governo e os próprios cidadãos, ação que, além de estimular os investimentos governamentais nessa área, promova a conscientização das pessoas, pois a estabilidade no trânsito só será alcançada quando aprendermos a conviver em sociedade.