Novos tempos, antigos problemas
Tema: Guerra no Trânsito: O que fazer diante dessa triste realidade?
Ao longo do século XX [vírgula] o Brasil teve um rápido crescimento econômico e industrial. As regiões que comandavam esse crescimento se tornaram foco da imigração. Com o inchaço populacional [vírgula] as cidades não puderam se urbanizar da maneira correta, resultando em mau planejamento e graves problemas estruturais, que até hoje as assolam. Um exemplo é a caótica situação do trânsito brasileiro.
O problema começou a partir da década de 1940, quando o governo relegou um papel secundário as ferrovias brasileiras, em prol do transporte rodoviário. Uma escolha no mínimo infeliz, já que as ferrovias apresentam uma maior capacidade de transporte de cargas e pessoas, além de possuir um custo muito menor que as rodovias. O transporte rodoviário implica em mais veículos em um mesmo espaço, o que causa grandes congestionamentos nas estradas, e [vírgula] principalmente [vírgula] dentro das cidades.
A situação tende a ficar ainda mais critica [crítica], com o crescente aumento da frota de automóveis e motos. O transporte coletivo, que deveria ser uma saída para essa situação [vírgula] não é visto com bons olhos pela própria população, já que impõe as pessoas uma situação degradante, com veículos velhos, mal cuidados e superlotados.
A falta de conscientização da maioria da população brasileira agrava ainda mais o problema. Acidentes envolvendo o abuso de álcool e excesso de velocidade matam centenas de pessoas por dia. A administração pública ainda se mostra incapaz de solucionar a situação, pois ao mesmo tempo em que estabelece novas leis, como a recente Lei Seca, se mostra incapaz de aplica-las [aplicá-las] com vigor. Falta fiscalização e punição, deixando despreocupados os motoristas irresponsáveis.
A solução para os problemas no trânsito não é simples nem rápida. Trata-se de uma ação conjunta entre governo e população. O primeiro deve investir mais no transporte público, conscientizar o país sobre as consequências da imprudência nas ruas, fiscalizar o transito [trânsito] e aplicar as leis referentes a eles com o máximo rigor possível. Ao segundo cabe o bom senso de não colocar a sua vida e a vida de outras pessoas em risco.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |