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Um número que vem crescendo a cada dia é o de mortos em decorrência de acidentes no trânsito. Pessoas simplesmente saudáveis e felizes têm a vida interrompida pela falta de educação de outras e até delas mesmas. Mas [Mas,] o que intriga todos nós é: de quem é a culpa? Por que tanta brutalidade nesse ambiente? Ou até mesmo: os responsáveis são punidos? E o que fazer para diminuir todas essas estatísticas? O fato é que mais de 40.000 vidas são tiradas de cena anualmente por causa de acidentes no trâsito brasileiro, números que crescem a cada dia no país por causas comuns, como excesso de velocidade, motoristas sob o efeito de álcool e drogas, desrespeito à sinalização ou a falta dela.
Casos que chamaram nossa atenção foram o do motorista que atropelou, de propósito, 17 ciclistas na cidade de Porto Alegre em fevereiro do ano passado e do empresário Thor Batista, que atropelou um outro ciclista no Rio de Janeiro em março deste ano. O culpado do primeiro caso disse: “ tive que fazer isso” (teve ou quis?), alegando que eles (os ciclistas) estavam chutando e arranhando seu veículo. Ele foi preso, porém alguns dias depois foi solto em resposta de um habeas corpus. No segundo caso, o responsável disse que não foi sua culpa, mas sim do ciclista, que atravessou em sua frente sem dar tempo de ele desviar, numa velocidade que passava de 100km/h. Thor nem chegou a ser detido, acompanhado por três advogados na hora de depôr.
Muitos outros casos estão ocorendo em todo o país, pessoas alcoolizadas, drogadas e sem educação, pessoas que acham que velocidade é sinônimo de virilidade, estão acabando com vidas, não só de quem sofre a agressão fisicamente, mas das que sofrem espiritualmente e psicologicamente, sentindo a falta de um ente querido pelo resto da vida. Atos que se repetem dia após dia sem nem muito nos chamarem a atenção por serem considerados comuns nos dias de hoje. Atos que poderiam sim ser evitados com medidas básicas, como a simples prudência no trânsito.
Há culpados sim e, de certa forma, somos todos nós, pela falta de educação para com as outras pessoas e para com nós mesmos, por achar que a vida não é tão importante e pela ação de votar em políticos corrúptos, que pouco agem para melhorar o tráfego, achando que não é de suas responsabilidades. Devemos ser cientes de que quem deve fazer a cidadania somos nós.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
2.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
9
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |