Ganhos e perdas
Tema: Rio + 20 : Maquiagem Ambiental?
Passados vinte anos da última conferência ambiental realizada no Rio de Janeiro – a ECO-92 –, o Brasil se prepara para receber os participantes da Rio+20 [vírgula] que acontecerá no mês de junho próximo. A finalidade desse encontro é criar alternativas para conter o aquecimento global e proteger a camada de ozônio da estratosfera, além de encontrar opções para um crescimento que não agrida a natureza. Entretanto, a grande expectativa de todos os observadores se concentra na possibilidade, ou não, de serem apresentadas soluções concretas ou discursos vazios, ou ainda, ver transformado o evento em mero debate econômico e social.
Da parte do anfitrião, muito pouco se pode esperar, pois ele, o Brasil vírgula] que chegou a ganhar notoriedade com a redução do desmatamento (em determinado período); com as promessas de produção de energia através de usinas hidrelétricas e produção de biocombustíveis em substituição aos derivados do petróleo; que criou leis e dispositivos legais em proteção ao meio ambiente; vem demonstrando, nos últimos anos, atitudes prejudiciais ao meio ambiente. Não bastassem iniciativas como: a Hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu e a transposição do Rio São Francisco (pelo custo ecológico de suas realizações), da Usina Nuclear de Angra III e da liberação dos transgênicos; a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei denominado de Novo Código Florestal – um retrocesso às realizações anteriores em prol da defesa ambiental.
Dos demais conferencistas, tem-se uma expectativa semelhante, pois o destaque percebido no documento preparatório para a Conferência – Zero Draft – refere-se a um conceito de que investimentos em tecnologia transformaria a economia atual em uma economia verde, fato que reduziria a emissão de gases do efeito estufa. Entretanto, isso geraria uma dependência da iniciativa privada na criação dos mecanismos necessários a essa transição, o que dificultaria sua concretização.
Apesar de tudo, muitos ainda esperam que a Rio+20 supere as expectativas e represente um avanço no sentido da apresentação de ideias e soluções que possam ajudar na proteção do Planeta.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |