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Se as políticas de desenvolvimento econômico e social continuarem se sobrepondo às políticas de preservação do meio ambiente, mesmo após a realização da Rio +20, certamente teremos resultados negativos. Logo, é preciso que haja discussão entre os países sobre quais serão as melhores estratégias que equilibrem crescimento industrial, financeiro, urbano e tecnológico, com manutenção e proteção de recursos naturais, da fauna e da flora.
Vários países dão importância secundária às questões ambientais, dando preferência aos aspectos geopolíticos. Esquecem que sem a “mãe natureza” é impossível a existência humana. Resultados de tal negligência são as muitas catástrofes climáticas e ecológicas que ocorrem com frequência cada vez maior em todo globo. Dessa forma, fica evidente que políticos, intelectuais e economistas que participarem da Rio +20 deverão tomar providencias [providências]inteligentes, aderindo a lógica de que priorizar a temática ambiental contribui para a convivência harmônica entre homem e natureza.
Porém, parece que dar mais importância ao meio ambiente será um passo difícil, especialmente para o Brasil, que terá que vencer grandes obstáculos, como o Pré-Sal, por exemplo. Considerado como uma das maiores reservas de petróleo do mundo, o Pré-Sal se mostra como um gigantesco “vilão”, posto que contribuirá para a emissão de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, fato que vai contra as ideias de sustentabilidade. Face a isso, o Brasil, no contexto de capitalismo mundial, terá que tomar uma importante decisão: explorar a grande jazida de petróleo para obter crescimento financeiro; ou reduzir a exploração, a fim de promover o desenvolvimento sustentável. Contudo, para que a Rio +20 tenha efeitos positivos, não só o governo brasileiro, mas todos os outros, terão que escolher opções semelhantes à segunda.
Assim, desenvolvimento sustentável mostra-se como a melhor forma de desenvolvimento daqui em diante, pois será capaz de conciliar economia e meio ambiente, além de atender as necessidades do mundo moderno e do planeta.
Portanto, com a Rio +20, todos, de forma direta ou indireta, todos poderão [poderão] discutir e rever a problemática ambiental. No entanto, tal discussão deve ser norteada pela ideia de que as questões políticas e econômicas deverão ceder lugar às questões ecológicas. O futuro sustentável é possível, basta que o homem aprenda de fato que a natureza precisa de “cuidados”.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
2.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
9
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |