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A “Rio + 20” representa um importante marco na luta pela preservação ambiental. Busca-se, através desse evento, a discussão de ideias que visam o [ao] desenvolvimento sustentável e a [à] utilização de energias renováveis. Ao mesmo tempo em que tal encontro propõe a discussão de temas tão relevantes, ele também traz à tona um debate a respeito de qual seria o papel desenvolvido pelo Brasil dentro da “Rio + 20” e até que ponto esse evento serve como escudo para o governo brasileiro ao impedir que se observe o que de fato tem sido feito com relação às políticas ambientais.
Sediar um evento como a “Rio + 20” indica confiança da ONU nas práticas ambientais do governo brasileiro. No entanto, nos últimos meses, o novo código florestal vem merecendo destaque dentro da sociedade brasileira. Segundo apontam ativistas do “Greenpeace”, o novo código representa uma ameaça ao meio ambiente. Ainda, muito se tem elogiado a utilização dos biocombustíveis e das hidroelétricas, consideradas fontes limpas de energia. Contudo, assim como o novo código florestal, tanto a plantação de cana, como a construção de hidroelétricas representam traços negativos da abordagem ambiental brasileira. Surge, então, o questionamento de que a “Rio + 20” estivesse mais ligada a questões de propaganda do governo do que a práticas e discussões que de fato podem trazer melhorias para o ecossistema global.
Diante disso, é possível perceber uma atitude incoerente do governo, já que ao mesmo tempo em que sedia eventos como a “Rio + 20” e assina protocolos que visam à redução do uso de combustíveis fósseis, também defende obras de grande impacto ambiental, como a transposição do Rio São Francisco. Existe, então, uma distância entre o que é pregado internacionalmente pelo Brasil e suas políticas ambientais internas.
Entende-se, portanto, que apesar da “Rio + 20” ser uma ótima oportunidade dada para o debate de temas que concernem o meio ambiente, não se pode esquecer que o Brasil ainda tem muito que melhorar em suas políticas ambientais. Acredita-se ainda que a “Rio + 20” não pode ser enxergada apenas como elemento de divulgação do Brasil no exterior, mas como início da propagação de ideias verdes e sustentáveis.