20 anos depois...
Tema: Rio + 20 : Maquiagem Ambiental?
Não é de hoje que se organizam encontros internacionais que tratam da relação entre o desenvolvimento e o meio ambiente. Desde a Conferência de Estocolmo em 1972 [vírgula] até hoje muitas propostas foram feitas e muitos tratados assinados, no entanto, pouco se vê sobre ações efetivas empreendidas pelos países. Em junho desse ano [vírgula] o Brasil receberá mais um capítulo dessa novela, a Rio +20, organizada pela ONU com o intuito de arrecadar mais uma leva de promessas. É uma grande dúvida, porém, se o próprio país sede [país-sede] será capaz de assumir e cumprir os compromissos firmados, depois de 20 anos da ECO-92.
Em tempos de corrida pelo desenvolvimento, a maior parte das ações em prol do meio ambiente tomadas pelas indústrias são por conta de alguma lei que as obrigam. Grandes empresas, produtores de soja e pecuaristas [vírgula] por exemplo, buscam sempre lucrar ao máximo, sendo a preocupação ambiental mantida em segundo plano. O polêmico Novo Código Florestal é a demonstração da priorização da produção em detrimento do meio, principalmente quando se trata de preservação de matas ciliares e do respeito às Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Além disso, ao considerar a atual crise capitalista e o contexto mundial, países que participarão da Conferência podem não assumir compromissos, como aconteceu com o Protocolo de Kyoto, quando Austrália, Estados Unidos e Canadá não assinaram. Para que dê certo dessa vez, o desenvolvimento sustentável deve ser priorizado.
Por fim [vírgula] o próprio governo brasileiro não demonstra estar 100% engajado na causa pró-ambiental. A criação de grandes hidroelétricas [vírgula] como a de Belo Monte no Pará que inundará áreas preciosas para a fauna e a flora da Floresta Amazônica e para as tribos indígenas que lá vivem, mostra uma despreocupação assustadora com a preservação tanto da cultura indígena quanto e principalmente da natureza, marca registrada de nosso país.
Dessa forma [vírgula] se o Brasil e o mundo prosseguirem aplicando a ideia de Hitler de que “Os fins justificam os meios”, nenhuma proposta ambiental da Rio +20 terá resultado. É preciso que a população abra os olhos e fique atenta a mais esse capítulo da novela, protestando e informando-se sobre o assunto, para que das próximas vezes mudanças aconteçam realmente e tudo deixe de ser tão previsível quanto um dramalhão mexicano.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |