Um passo para frente, dois para traz
Tema: Rio + 20 : Maquiagem Ambiental?
O ser humano depende do meio em que está envolto; no nosso caso, a natureza. O homem, apesar disso, é uma verminose, uma grande solitária se alimentando dos nutrientes da terra. Felizmente, uma breve consciência surgiu, a de precisamos cuidar do nosso meio, para que vivamos em conforto agora e no futuro. Mas a Rio +20 desconforma-se desse ideal.
Em meados do século XVIII, ocorreu a revolução industrial. A partir dessa época houve uma transformação dos dogmas humanos. Antes, a harmonia, a paz; após, a desordem, o lucro. A fera do homem se libertara. A consequência desse grandíssimo feito é o desequilíbrio do ambiente no qual vivemos. A doenças se proliferaram, espécies foram extintas, desastres naturais se agravaram.
Em meados da década de 1980, nasceu uma mudança. Um pequeno grupo de naturalista, biólogos e um pequeno grupo de conscientes, percebeu a necessidade de equilíbrio, cuidado com o hospedeiro em que vivemos, caso contrário ele morre, nós juntos. Em decorrência disso, esse pequeno grupo mobilizou as nações, discutiram, debateram, ao fim desenvolveram o conceito de Desenvolvimento Sustentável, com ele propostas como o protocolo de Kyoto e o protocolo de Montreal.
O Brasil foi pioneiro, organizou a Rio 92. Além disso, criou um dos melhores Códigos Florestais do planeta. Nesse país, o carinho pela natureza se reflete pelo grande número de ONGs “pró-ambiente”. Todavia [vírgula] este ano se tornou um marco de retrocesso. Segundo a antiga ministra do Meio Ambiente, Marina Silva: “o código florestal se tornou código agrário”. Está em construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, a qual destruirá a moradia de centenas de famílias ribeirinhas, alagando centenas de hectares de floresta virgem. A Rio +20 vem em um contexto desfavorecedor, logo não trará soluções eficazes em prol do desenvolvimento sustentável.
Portanto, tal reunião não passa de um disfarce das máculas que surgiram no Brasil e no mundo. Para o real desenvolvimento, não bastam falas desmedidas entre pessoas, o que vale: ação, mudança, uma política verdadeira que elimine os focos do desmatamento, das queimadas, da poluição de rios, lagos, fontes, do ar, da terra, do som, do ambiente. O que basta é o fim da verminose, não pela morte, pelo comensalismo.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |