A união nem sempre faz à força

Tema: Desobediência Civil: Tipo de manifestação válida na luta por uma sociedade mais justa?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 04/04/2012
Nota tradicional: 8.5
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Lutar pelos direitos de todos, ter o desejo de ser livre, a nosso ver, essas metas se limitam a cenas de filmes, novelas, algo distante da nossa própria realidade. Já dizia Cecília Meireles que todos buscam ser livres, mas não sabem o que fazer a partir do momento em que conseguem, este é, sem dúvida, o início de uma grande indagação perante ao [perante o] que significa o conceito de liberdade, o que já foi o foco de muitos povos em várias lutas, porém, elas nem sempre implicam em guerras.

A prática da desobediência civil ganhou destaque na luta pela independência indiana do comando britânico. A Índia era uma colônia de exploração, fator esse que acabou sendo o grande responsável pela maior parte dos focos de miséria e subdesenvolvimento do atual país. O líder dessa manifestação foi Mahatma Gandhi, considerado o herói indiano que, sem a ocorrência de confrontos militares, honrou a nomeação da independência da Índia como “pacífica”. Não houve formação de exército armado e sim, pessoas dispostas a lutar por seus direitos, passando por cima da ordem mundial da época, “colonizador mandava, colônia obedecia”, foi uma prática decisiva, a Índia não mais iria acatar as ordens da Inglaterra, ela passaria a determinar seu futuro dali em diante.

É importante destacar que embora a Inglaterra representasse um poderoso bloco imperialista, a persistência indiana e seu princípio de lutar pelo que acreditavam foram fatores decisivos, para eles não era apenas ir contra o colonizador, alcançar a liberdade política e econômica, e sim, impor o que era justo, seguir ordens que levassem o país rumo ao desenvolvimento, o que de fato não iria ocorrer sob a administração unicamente exploradora dos ingleses, esse foi o ponto de vista de um povo inteiro, que se mobilizou ao ver o caminho ao qual sua cultura estava destinada por meio de ideias, estratégias e espírito de justiça.

Colocando no mesmo patamar a luta do Brasil contra a ditadura, há semelhanças e pontos divergentes, afinal, as duas mobilizações visaram à liberdade política, ao fim da opressão e mesmo que os movimentos aqui ocorridos não se enquadrem em formações pacíficas, a lição de vida que hoje se tem é de que com bons fundamentos e a crença de que se deve fazer o que é certo, tudo é possível, perante e contra certas “leis’.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos