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Desde seu surgimento o homem sempre buscou formas de estabelecer a comunicação uns com os outros, e dentro destas formas a língua sempre foi a forma mais utilizada. Uma parte da sociedade aproveitou-se de uma determinada forma e estabeleceu como a única forma aceitável, porém algo errôneo, pois desrespeita a dinâmica da língua [vírgula] além de gerar o preconceito linguístico.
A língua é um complexo conjunto de sons, expressões, significados que têm [tem] dentre suas características a de ser dinâmica. Segundo a área da Linguística, área responsável pelo estudo da língua 'em si mesma', não existe erros dentro de uma língua, o que existe na verdade são adaptações necessárias para cada tipo de interação entre os indivíduos. Essas adaptações são facilmente percebidas se pensarmos em situações, como por exemplo: a linguagem utilizada em tribunais de justiça com a que se utiliza numa conversa entre amigos em um bar. É necessário entender e respeitar sua dinâmica, pois visto que a língua é viva, ela cria, modifica, recria, adapta suas formas as diversas situações em que é necessário utiliza-la [utilizá-la] .
Enquanto isso, a sociedade sofre com um dos mais sutis preconceitos que existe: o linguístico. A forma que esse tipo de preconceito se utiliza é tão eficaz nos dias atuais [e] muita das vezes passa despercebido aos olhos da sociedade. Esse tipo de preconceito também é social, pois passa a menosprezar classes sociais que falam com uma forma diferente da forma que uma pequena minoria da sociedade, a classe rica estabeleceu. O que nos induz a pensar que 'falar bem' é falar da forma que a classe rica adotou como certa e elegante, e que na verdade se assemelha as [às] regras de etiqueta.
É certo que a língua é o meio mais utilizado para estabelecer comunicação e que devido a suas diversas formas de utilização alguns problemas sociais surgiram como o preconceito linguístico. É necessário que se crie leis que impeçam o avanço deste tipo de preconceito, projetos, propagandas, palestras, são também formas que pode se adotar para tentarmos melhorar ou solucionar está triste realidade. A língua é viva e fruto de um conjunto de fatores inerentes a [à] sociedade, não podemos deixar que suas diversas formas sejam descartadas para privilegiar um determinado tipo, só porque uma classe estabeleceu como única forma certa de utiliza-la [utilizá-la] .