A variação linguistica no Brasil

Tema: Preconceito Linguístico: O dilema do “Certo” e do “Errado”

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 25/03/2012
Nota tradicional: 7
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Quando nós [nos] encontramos em outros estados do nosso território, sempre escutamos uma palavra desconhecida sendo usada com naturalidade naquela região. Essa mesma pode significar outra coisa em outro lugar e é isso que caracteriza a variedade lingüística [linguística] da língua portuguesa no Brasil, no [o] que chamamos de dialeto.

Quando em Pernambuco existe uma raiz que chamamos de “macaxeira” [vírgula]  em São Paulo a mesma é denominada “Aipim”, e até mesmo dentro do mesmo estado existe essa variação; Aqui em Pernambuco, “macaxeira” é utilizada na região metropolitana enquanto no interior é “mandioca”. Nossa língua veio do português de Portugal, e sofreu alterações ao longo do processo de ocupação. “Os índios que aqui viviam tinham uma língua própria e palavras desta foram aderidas à nossa, como “abacaxi”, “peteca” e “pipoca”. Há ainda os escravos trazidos da áfrica [África] que também trouxeram palavras para enriquecer nosso vocabulário como “samba” e “canjica”.

Tendo em vista que existe essa diversidade, o valor do uso das palavras se altera quando expressões usadas na periferia não são as mesmas na classe alta, e nem entre empresários e médicos, e isso faz com que identifiquemos as pessoas de acordo com a classe social, região, ou até ocupação.

Isso possibilita o preconceito lingüístico, onde o modo de falar entendido como errado não faz justiça ao que realmente é, uma variação. Vivemos em um país onde se você vem da zona rural, com o aspecto lingüístico desse local, você é denominado “matuto”, podendo até ser estereotipado como uma pessoa sem estudo, ou se você entra numa loja de roupas de grife utilizando uma expressão vulgar, compreende-se que você veio do subúrbio e que seu status econômico seja baixo.

Para que isso não ocorra, o ideal seria que a variação lingüística seja trabalhada nas escolas, para que haja menos estereotiparão [esteriotipazação] e mais entendimento da utilização das palavras da língua portuguesa.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 7

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos