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O modo como se fala tem que se adequar a cada situação e a cada ambiente, levando em consideração o grau de intimidade entre os falantes. As variantes existem e são fáceis de notar, mas há diferenças entre esses usos e cometer erros linguísticos. Alguém que fala “probrema”, por exemplo, o diz por estar em um ambiente considerado adequado, mas em outra ocasião saberá usar outra palavra?
No Brasil cada região possui palavras características. No Nordeste se diz macaxeira, no sudeste aipim, ambas se referem a uma planta de tubérculos alimentícios muito usada para fazer farinha. Nos grupos sociais não é diferente: “surfistas” não falam como roqueiros, nem idosos como o mais jovens.
Um indivíduo que não teve acesso à escola e não aprendeu as regras da norma padrão, não saberá diferenciar o modo como fala em diferentes contextos e cometerá erros na língua que não podem ser considerados como variações, pois para o uso delas é preciso o conhecimento também da norma prescritiva.
A escola tem dever de ensinar a gramática padrão, que deve servir como base, e toda língua deve possuir regras de estruturação. Se cada língua deixasse suas normas e admitisse uma série de modificações feitas pelo homem, seria difícil haver um entendimento comum. Haveria um colapso ao se tentar aprender uma nova língua.
Deve haver uniformidade no ensino e não a imposição de que tudo o que se diz é correto. Assim é como se fosse dada uma desculpa ao problema no qual a educação não é levada a todos, mesmo sendo um direito de cada cidadão. As variantes devem existir, mas são criadas pelos próprios falantes de acordo com sua cultura, sendo adquiridas nos meios onde estes convivem cabendo a cada um refletir sobre quando usa-las. [usá-las]