Preconceito linguístico: para derrotá-lo depende apenas de você!
Tema: Preconceito Linguístico: O dilema do “Certo” e do “Errado”
O preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. Qualquer manifestação que escape desse triângulo escola – gramática – dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “ errada, feia, estropiada”, e não é raro a gente ouvir que “isso não é português”. O preconceito linguístico não é um MITO, é uma realidade bastante cruel e excludente. Quantas pessoas já não foram excluídas ou rejeitadas de uma comunidade ou de um grupo de "amigos" por se expressarem fora das normas cultas? Foram vistas como ignorantes ou mal-educadas, por não saberem conjugar corretamente um verbo ou não saberem usar "palavras bonitas".
Não devemos de modo algum discriminar um cidadão que não sabe fazer o uso correto da língua, um grande exemplo é um caipira, ele não consegue se comunicar através de uma linguagem como a de um advogado, ou a de um médico. E é certo discriminá-lo? Claro que não. Temos que entender que muitas pessoas falam ‘‘errado’’ não porque querem, talvez não tiveram oportunidades de estudo como temos agora, e as poucas palavras “certas que pronunciam” aprenderam sozinhos.
Se fossemos [fôssemos] pensar que as pessoas que falam errado, que dizem Craúdia, chicrete, pranta, têm algum ‘‘defeito” ou “atraso mental”, seríamos forçados a admitir que praticamente toda a população brasileira sofre desse mal, inclusive Luís de Camões, já que escreveu ingrês, pubricar, frauta, frecha, na obra que é considerada até hoje o maior monumento literário do português clássico, o poema Os Lusíadas.
A luta contra este preconceito está em suas mãos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |