Preconceito linguístico: para derrotá-lo depende apenas de você!

Tema: Preconceito Linguístico: O dilema do “Certo” e do “Errado”

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 23/03/2012
Nota tradicional: 9
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O preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. Qualquer manifestação que escape desse triângulo escola – gramática – dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “ errada, feia, estropiada”, e não é raro a gente ouvir que “isso não é português”. O preconceito linguístico não é um MITO, é uma realidade bastante cruel e excludente. Quantas pessoas já não foram excluídas ou rejeitadas de uma comunidade ou de um grupo de "amigos" por se expressarem fora das normas cultas? Foram vistas como ignorantes ou mal-educadas, por não saberem conjugar corretamente um verbo ou não saberem usar "palavras bonitas".

Não devemos de modo algum discriminar um cidadão que não sabe fazer o uso correto da língua, um grande exemplo é um caipira, ele não consegue se comunicar através de uma linguagem como a de um advogado, ou a de um médico. E é certo discriminá-lo? Claro que não. Temos que entender que muitas pessoas falam ‘‘errado’’ não porque querem, talvez não tiveram oportunidades de estudo como temos agora, e as poucas palavras “certas que pronunciam” aprenderam sozinhos.

Se fossemos [fôssemos] pensar que as pessoas que falam errado, que dizem Craúdia, chicrete, pranta, têm algum ‘‘defeito” ou “atraso mental”, seríamos forçados a admitir que praticamente toda a população brasileira sofre desse mal, inclusive Luís de Camões, já que escreveu ingrês, pubricar, frauta, frecha, na obra que é considerada até hoje o maior monumento literário do português clássico, o poema Os Lusíadas.

A luta contra este preconceito está em suas mãos.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 2.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos