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Num país grande como Brasil, o português é dito nas mais diferentes formas, onde alguns falantes são ridicularizados e humilhados, o preconceito linguístico tende sim a ser um preconceito social.
A sociedade sabe que a forma que um nordestino fala não igual à [não é igual a de] de um gaúcho e nem de um paulista, então, por que ridicularizar as pessoas, [sem vírgula] por falarem “errado”? Afinal [vírgula] se sabem que está errado é porque compreendeu o que foi dito e essa é a função do português.
A forma de se falar varia de acordo com as classes sociais, nível de especialização, época, lugar e situação (formal ou informal), dizem que brasileiro não sabe falar português, mas o que pode se esperar de um homem do interior que teve que trabalhar desde cedo para ajudar a família, ele não é alfabetizado, ele não teve oportunidades, agora, humilha-lo [humilhá-lo] por causa disso é no fundo humilha-lo por que ele [é] pobre, qualquer forma de corrigir a pessoa em público que não seja discreta ou com sentido educacional é simplesmente uma forma de preconceito social.
O Brasil não precisa está [estar] preso há 500 anos, o Brasil já foi colônia de Portugal assim como os Estados Unidos da América foi colônia da Inglaterra e o sotaque estadunidense é elogiado por todo mundo, mas o do Brasil não, ao contrario [contrário] são ditos como burros! O que acontece é que brasileiro tem mania de se diminui [diminuir] e a classe alta se sobrepõe em qualquer lugar do mundo.
A solução é a burguesia parar de se sentir superior por ouvirem música erudita, comerem caviar e falarem shopping center ou invés de “Chopis Centis”.