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A língua é um sistema que sofre constantes mudanças e aprimoramentos. Com o passar dos tempos [vírgula] alguns verbetes e expressões caem em desuso e outras são incorporadas ao vocabulário. Esse processo ocorre desde ao [o]aparecimento da escrita.
A língua portuguesa, por exemplo, chegou ao ponto em que foi necessário mais um acordo entre os países falantes para que se chegasse a uma uniformidade. Proximidade essencial para facilitar as relações não só entre as comunidades que têm o português como língua oficial, mas também nas interações com os outros idiomas. Isso tudo porque a modalidade oral de um idioma não segue rigidamente aos padrões da linguagem culta, que cria novas expressões, gírias etc., e no futuro são incorporados à modalidade escrita.
O Brasil, além de possuir um português não tão próximo ao falado em Portugal, tem também diferenças de acordo com a localização geográfica. Essas variantes regionais surgem da coloquialidade, ou seja, das conversas do dia a dia. Por ser uma linguagem informal, não há a necessidade de se levar as regras de ortografia e sintaxe às últimas consequências. De fato, uma frase sem concordância de número, por exemplo, para a modalidade culta e escrita está incorreta. Porém [vírgula] passando-a a outro contexto, uma conversa entre amigos, ela cumpre com sua obrigação, que é manter o diálogo.
Falamos então em ‘dois português’. Um escrito que deve se utilizar a forma padrão; e outro oral, que utiliza preferencialmente uma linguagem mais leve, a coloquial. Muitas pessoas, por não levar em consideração a norma culta em suas conversas, sofrem críticas. O preconceito linguístico na linguagem não culta e oral é um processo que precisa ser condenado. Podemos comparar a língua ao vestuário. Existem roupas adequadas a todo o tipo de situações. A linguagem coloquial é como a roupa que usamos em casa. Ninguém usa um ‘smoking’ para escovar os dentes.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |