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Vivemos numa sociedade de padronização. Seja ela de saúde, beleza, conceitos, cultura e até mesmo da língua. Na verdade a padronização pode ser entendida melhor se pensarmos em cada uma delas como um todo, já que estão amplamente interligadas e atendem muito bem os objetivos, muitas vezes econômicos, por trás disso tudo.
A partir desses padrões, cria-se na sociedade a ideia do bonito e do feio, do correto e errado, do bom e do mau, dentre outros. Isso acaba formando uma classe de cidadãos submissos a tais conceitos [vírgula] o que limita o pensamento, impossibilitando-o de refletir sobre algumas questões que são mais complexas do [que] parecem.
É fácil notar que a maneira dita formal de se expressar é interpretada como intelectual, bonita e culta, já a maneira dita informal de se expressar é interpretada de prontidão com inculta ou feia. Mas o conceito de beleza e intelectualidade não deveria partir da análise particular de cada um ? Deveria, mas pela padronização cultural somos bombardeados de informações sobre o que é uma família ideal, o que é o estilo de vida ideal, a maneira ideal de conversar e agir, isso acaba implicando numa desaceitação do que não segue as normas estabelecidas e gera como, por exemplo, o preconceito linguístico.
No Brasil, que é marcado por ser um país de tantas discrepância, é muito evidente presenciar o preconceito linguístico. Em uma grande metrópole como São Paulo, há uma boa diversidade de pessoas de diferentes regiões interagindo todos os dias. O que significa interação de culturas, de modos diferentes de se manifestar e de se expressar, mas como também é uma cidade caracterizada pela economia dinâmica, é um lugar onde ha [há] muito mais pessoas letradas, acadêmicas, e também padronizadas culturalmente. E a consequência é a manifestação dos preconceitos de diversos gêneros, na verdade o preconceito linguístico é apenas um reflexo de todos os outros que ainda se manifestam devido essa padronização.
Devemos entender que cada região passou por momentos históricos diferentes, sofrendo influencias [influências] diferentes, então não é possível afirmar que a maneira como as pessoas do sul do país falam é a verdadeira, ou como as pessoas do norte do país falam é errada. Ou ainda não podemos afirmar que a linguagem formal deve ser usada sempre, pois se a fala é uma mistura de sons [vírgula] ela possibilita diversas variações que podem ser adequadas de acordo com a necessidade.
Assim a padronização é válida apenas na escrita, já que serve para o entendimento geral como ocorre na química, que para nomear e identificar certo elemento deve-se seguir algumas regras. Agora a fala é muito ampla e varia de acordo com a necessidade e cultura de cada um.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
8.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |