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Expressar o mundo através da linguagem é uma característica peculiar do ser humano. A língua, cujas variações estão estruturadas nas diversidades socioeconômicas, contribuiu para a cultura desse país, de pouco mais de quinhentos anos, se desenvolvesse de forma heterogênea. Comunicar com indivíduos cujas raízes socioculturais são diferentes revela um caráter essencial do Brasil: a pluralidade sociocultural, a qual manifesta-se também na linguagem. Sob essa diversidade, torna-se legitimo uma padronização da língua portuguesa?
A declarada norma culta da língua portuguesa tecera [tecerá] regras sobre as admissíveis e não-admissiveis formas de nos expressarmos perante o mundo. Se quisermos declarar nossa predileção por algum objeto, por exemplo, devemos comunicar seguindo determinadas regras cegamente imposta [impostas] . Assim, nos é imposta uma verdadeira etiqueta da língua portuguesa, na qual expressa valores elitistas e oligárquicos da cultura.
Entretanto, tal concepção da língua portuguesa engendrara um acentuado preconceito, vinculado ao preconceito socioeconômico, o qual não nos expõe o caráter da variação da língua portuguesa. Nesse sentido, “nós vamos” ou “nóis vai”, são expressões cujas diferenças obedecem a uma concepção maniqueísta da diversidade sociocultural. Contudo, os sociolinguistas, especialistas nos estudos das línguas, têm nos atentado para o obscurantismo advindo da norma culta da língua portuguesa. O "bom uso" ou "mau uso" da língua denota apenas uma visão segregacionista em relação à língua.
Evidentemente, portanto, a aceitação de um único padrão lingüístico [linguístico] , preconiza preconceitos, os quais tem sido um dos grandes desafios contemporâneos da humanidade. Não obstante, se optarmos pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária, devemos lutar para a dissolução dos preconceitos. Nesse sentido, sejamos tolerantes e respeitos [respeitosos] perante aquele que fala de modo diferente. Afinal, como canta Gabriel o Pensador: “Preconceito é burrice”.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |