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No mundo, sempre procurou-se [se procurou] a perfeição e a ordem, além de serem estabelecidas várias normas para ser seguida [serem seguidas] pela sociedade para uma vivência melhor. No entanto, essa perfeição, tão almejada pelos clássicos, não adapta a linguística. Não é possível considerar apenas um padrão, devido, basicamente, a três razões: a diversidade do mundo, o objetivo da linguagem e o preconceito linguístico.
Cada país tem sua identidade cultural composta pela diversidade. No livro Macunaíma, de Mário de Andrade, mostra bem essa diversidade no Brasil. Assim, favorece a criação, naturalmente, de várias formas linguísticas adeptas a cultura de uma população regional. Uma vez que o aprendizado vem desde pequeno através dos pais possuidores de uma herança linguística, fica difícil assimilar e pôr em pratica [prática] o padrão considerado certo por um todo.
Não tem utilidade haver um padrão linguístico correto se o principal motivo da linguagem é apenas de se comunicar. Qualquer manifestação que valha para o entendimento da mensagem transmitida deve ser considerada correta. Natural assim, que qualquer linguagem seja aceita. A noção de erro é apenas por não seguir as regras gramaticais que não representam o foco.
Se há algo superior que denota maior predominância, qualquer inferiorização e a discriminação desta é forma de preconceito. Como acontece com o predomínio de brancos que acarreta no preconceito dos negros, vistos como inferiores. Dessa forma, se houver um único padrão linguístico aceito pela sociedade, qualquer pessoa que fugir dessa regra, irá ser motivo de tal situação.
A busca pela perfeição e ordem é favorável a diversos fatores. No entanto, seguindo esse caminho, é desnecessária a padronização da linguagem. O mais importante e o que deve preocupação é a comunicação. Além de que torna-se difícil estabelecer normas para uma sociedade já acostumada com a linguagem própria da cultura hereditária.